A Ânima Holding S.A. comunicou ao mercado, nessa terça-feira (14/7), a assinatura de um contrato para a aquisição da totalidade das cotas das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU). A transação, realizada por meio de sua subsidiária Rede Educacional do Brasil Ltda., foi celebrada junto ao fundo Camp Nou por um valor total de R$ 410 milhões.
O pagamento será estruturado em duas etapas: uma parcela à vista de R$ 240 milhões e uma segunda parte de, no mínimo, R$ 170 milhões corrigidos pelo CDI, prevista para ser paga em dezembro de 2029. Esta segunda parcela poderá ser acrescida de um componente de earn-out, dependendo do desempenho financeiro futuro da FMU.
A força da FMU no cenário educacional
Com mais de meio século de tradição, a FMU é um dos nomes mais fortes do ensino superior em São Paulo, ostentando a nota máxima (5/7) no conceito institucional do MEC. Atualmente, a instituição atende 51 mil alunos em seis campi estrategicamente localizados na capital paulista e possui uma rede de mais de 200 unidades de ensino a distância em todo o território nacional.
Entre os ativos mais valiosos da FMU estão seu curso de Direito, reconhecido pelos altos índices de aprovação na OAB-SP, e a área da Saúde, que conta com laboratórios de ponta e apresenta forte potencial de integração com as outras marcas da Ânima.
Integração ao ecossistema Ânima
Para a Ânima Educação, a chegada da FMU reforça seu ecossistema nacional, adicionando escala tanto no ensino presencial quanto nas modalidades digital e híbrida. A companhia destacou que o negócio é sustentado por seu sólido processo de desalavancagem e robusta geração de caixa, permitindo um crescimento sustentável.
A Ânima já possui uma base sólida e reconhecida em outros mercados brasileiros. Em Minas Gerais, o grupo detém uma presença de liderança por ser o controlador de instituições tradicionais como UniBH, Una, Milton Campos e Faseh (é importante ressaltar que os nomes destas instituições mineiras não constam na fonte fornecida e foram incluídos a pedido).
A conclusão definitiva da compra está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), processo que deve ser finalizado até o término de 2026.