PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

STF reage a críticas dos EUA e diz que decisões da Corte não se submetem a pressões externas

Siga no

(Foto: Victor Piemonte/STF)

Compartilhar matéria

O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou, nesta quinta-feira (16/7), uma nota pública em resposta às recentes manifestações do governo dos Estados Unidos sobre decisões da Corte brasileira. No texto, o presidente do tribunal, ministro Edson Fachin, afirma que o STF exerce suas funções com base na Constituição e que suas decisões não se submetem a “qualquer influência, pressão ou condicionamento de natureza externa”.

A manifestação ocorre após documentos oficiais do governo norte-americano relacionarem decisões do Judiciário brasileiro às medidas adotadas pelo presidente Donald Trump, entre elas o anúncio de tarifas sobre produtos brasileiros.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Fachin defende independência do Judiciário

Sem citar diretamente os Estados Unidos ou o chamado “tarifaço”, Fachin afirmou que a nota busca esclarecer “o conteúdo, o alcance e os limites” da atuação do Supremo.

Segundo o presidente da Corte, as decisões do STF são públicas, fundamentadas e baseadas exclusivamente na Constituição Federal e nas leis brasileiras.

“O Supremo Tribunal Federal reafirma que exerce suas competências exclusivamente por força da Constituição da República Federativa do Brasil. Suas decisões são públicas, fundamentadas, submetidas unicamente ao império da Constituição e das leis brasileiras”, afirmou.

Corte pede que divergências sejam tratadas pela via diplomática

Na nota, Fachin também ressaltou que a independência do Poder Judiciário é um dos pilares do Estado Democrático de Direito e uma garantia para a proteção dos direitos dos cidadãos.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O ministro ainda defendeu que eventuais divergências entre países sejam resolvidas pelos canais diplomáticos e pelos mecanismos previstos no Direito Internacional, sem interferência na atuação das instituições.

“Divergências entre Estados devem ser conduzidas pelos canais diplomáticos e pelos mecanismos próprios do Direito Internacional, jamais por iniciativas que possam ser interpretadas como forma de constrangimento ao exercício da jurisdição constitucional”, diz outro trecho da nota.

Compartilhar matéria

Siga no

Igor Teixeira

Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de cidades e política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Política

Bolsonaro soluçou por 36 horas seguidas e precisou aumentar dose de remédios, aponta relatório

PL adia convenção em Minas e ganha mais tempo para definir candidatura ao governo

Enquanto Trump não falar de tarifaço, eu não falarei, diz Lula

Moraes marca para 28 de julho depoimento de Flávio Bolsonaro à PF por suposta calúnia contra Lula

Vereador Lucas Ganem é notificado sobre novo processo de cassação

Moraes assume presidência do STF durante recesso e decidirá medidas urgentes até o fim de julho

Últimas notícias

Congresso prorroga MP que concede subsídio de R$ 1,12 por litro de diesel

Inglaterra x França: onde assistir a disputa de 3º lugar da Copa do Mundo 

Inglaterra x França: prováveis escalações da disputa de 3º lugar da Copa

Cruzeiro demonstra interesse em Zé Lucas, destaque do Sport

PF prevê gasto de R$ 95 milhões para proteger candidatos à Presidência

Apple supera a Nvidia e volta a ser a empresa mais valiosa do mundo com valor de US$ 4,88 trilhões

Fat Family e Roberta Sá são atrações de festival gratuito na Praça da Liberdade, em BH

Entenda por que a Finalíssima entre Argentina e Espanha não aconteceu

Recuperado de lesão, Scarpa manda recado sobre segundo semestre no Atlético