A grande final da Copa acontece neste domingo (19/7), com um duelo de gigantes que o mundo da bola aguardava há alguns meses: Argentina e Espanha. Além do título mundial, as equipes irão tirar a prova de um atrito de bastidores que resultou no cancelamento da “Finalíssima”.
O confronto entre a Argentina (campeã da Copa América) e a Espanha (campeã da Eurocopa) deveria ter acontecido em março deste ano. A princípio, o torneio organizado pela Conmebol e pela Uefa seria disputado no Catar, mas a escalada dos conflitos no Oriente Médio fez com que as entidades buscassem um plano B. A partir daí, iniciou-se um imbróglio logístico e diplomático.
A Uefa tentou levar a partida para Madri, mas a Associação de Futebol da Argentina (AFA) recusou prontamente a ideia de jogar no país adversário e pediu pela escolha de um campo neutro, conforme o desejo da Conmebol. Alternativas como a realização de jogos de ida e volta também foram colocadas na mesa, mas sem sucesso.
A última cartada foi uma proposta para que a partida ocorresse em um estádio na Itália. A Argentina concordou, mas sugeriu que a data passasse para o dia 31 de março. A Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), por sua vez, se recusou a alterar a data original (27 de março). Sem acordo de calendário e local, a Uefa deu por cancelada a segunda edição do torneio que consagraria o campeão intercontinental.
Agora, o destino tratou de colocar as duas seleções frente a frente de forma incontestável. Com os holofotes voltados para Lionel Messi, em sua provável última dança pela seleção, e a promessa espanhola Lamine Yamal, a partida deste domingo promete entregar a “decisão que nunca aconteceu” e, de quebra, coroar o grande campeão mundial.
*Estagiário sob supervisão do coordenador Leandro Cabido
