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Ken de CG e o ‘triângulo da morte’: por que não espremer espinha

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Triângulo da morte: por que não espremer espinha no rosto (foto: reprodução redes sociais)

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O influenciador Willian Silva, conhedico como Ken de CG, foi internado na última sexta-feira (24/7) depois de espremer uma espinha na região do bigode. A infecção inchou o rosto, avançou em direção aos olhos e reacendeu o alerta sobre o chamado “triângulo da morte”, área do rosto onde mexer em espinhas exige atenção redobrada.

Natural de Campo Grande (MS), Willian usou as redes sociais para mostrar o rosto inchado e pedir cautela aos seguidores. Segundo ele, tudo começou com um pelo inflamado no bigode. Ao tentar espremer a lesão, a inflamação se espalhou, e ele afirmou ter recebido alerta médico sobre risco de complicações graves.

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O caso viralizou e colocou um termo assustador em evidência. Mas o que ele significa, de fato? A Rede 98 ouviu o dermatologista Lucas Miranda, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e fundador da Clínica Lucas Miranda, em Belo Horizonte.

O que é o “triângulo da morte”

O “triângulo da morte” é a área que vai da ponte do nariz até os cantos da boca. O nome é dramático, mas não quer dizer que toda espinha ali seja perigosa.

“Esse nome chama atenção, mas não significa que qualquer espinha nessa região represente um grande risco”, explica o dermatologista Lucas Miranda.

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A preocupação tem uma explicação anatômica: as veias dessa parte do rosto têm comunicação com estruturas localizadas dentro do crânio. Em situações muito raras, uma infecção de pele pode seguir esse caminho e atingir regiões mais profundas.

Hoje, porém, isso é incomum. Segundo Lucas Miranda, o acesso a antibióticos e a atendimento médico rápido tornou essas complicações pouco frequentes. “Ainda assim, é uma área em que vale a pena ter mais cuidado e evitar manipular lesões”, reforça o médico.

O que acontece quando você espreme uma espinha ali

Na maioria das vezes, espremer uma espinha só piora o quadro: mais inflamação, mais dor, mais vermelhidão e maior risco de manchas e cicatrizes.

O problema maior é invisível. “Ao apertar a lesão, também é possível facilitar a entrada de bactérias na pele”, afirma Lucas Miranda. Em casos raros, essa infecção pode alcançar tecidos mais profundos e, excepcionalmente, estruturas dentro do crânio.

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São situações incomuns mas que não devem ser ignoradas. Por isso a recomendação do dermatologista é direta: não espremer.

Como cuidar de uma espinha na região

O ideal é não manipular a espinha. Na maioria dos casos, ela melhora com os cuidados adequados e, quando necessário, com medicação prescrita por um dermatologista.

Alguns pontos práticos indicados por especialistas:

  • Não aperte, cutuque ou tente arrancar o pelo ou a espinha.
  • Evite receitas caseiras e “soluções milagrosas” da internet, que podem irritar a pele.
  • Procure um dermatologista se a lesão estiver muito inflamada ou dolorida, para receber o tratamento certo.

Quando procurar atendimento médico

A maioria das espinhas se resolve sem sustos. Mas alguns sinais indicam que é hora de buscar ajuda — e, em certos casos, uma emergência.

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Segundo Lucas Miranda, procure atendimento imediato se aparecer:

  • Região muito inchada, dolorida, quente ou com saída de pus;
  • Febre;
  • Inchaço ao redor dos olhos ou dificuldade para abri-los;
  • Dor intensa ou alteração da visão;
  • Qualquer sinal de piora rápida.

“Quanto mais cedo uma infecção importante é identificada e tratada, menores são as chances de evolução para um quadro mais grave”, conclui o dermatologista.

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Carol Ferraris

Jornalista, pós graduada em produção de jornalismo digital pela PUC Minas. Produtora multimídia de entretenimento na Rádio 98, com passagens pelo Estado de Minas e TV Alterosa.

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