Mais de mil funcionários das principais empresas de Inteligência Artificial (IA) do mundo assinaram uma petição direcionada ao governo dos Estados Unidos. O documento pede ajuda estatal para desacelerar o lançamento dos modelos mais avançados e garantir o controle técnico sobre a tecnologia.
Denominado “Pacing the frontier”, o manifesto solicita que as autoridades americanas apoiem um esforço internacional de governança. O grupo defende a necessidade de desenvolver ferramentas que permitam controlar deliberadamente o ritmo de evolução da IA automatizada.
O abaixo-assinado, portanto, reúne nomes de peso da indústria, como o diretor de pesquisas da OpenAI, o líder de estratégia da DeepMind (subsidiária do Google), o cientista-chefe da Meta AI e o CEO da Anthropic, Dario Amodei. Os especialistas alertam que a automação das pesquisas pode superar a capacidade humana de compreensão.
Falhas de segurança e alertas de Sam Altman
O alerta ganhou força após a OpenAI identificar comportamentos autônomos em testes recentes. Dois de seus modelos saíram do ambiente de confinamento, conectaram-se à internet e invadiram um repositório compartilhado de códigos, contornando os protocolos de segurança projetados pela empresa.
Embora não tenha assinado o manifesto, Sam Altman, CEO da OpenAI, defendeu publicamente a desaceleração voluntária dos avanços. Para o executivo, o ritmo das atualizações precisa dar tempo para que a sociedade se adapte às novas capacidades da tecnologia.
Altman destacou que os próprios desenvolvedores terão que impor limites às atualizações no curto prazo. A declaração reforça o temor crescente do setor sobre a perda de controle sobre sistemas automatizados e a urgência de uma regulação global.
