O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou neste domingo (26/7), que vai romper relações diplomáticas com Cuba e Nicarágua e fechar 15 consulados e 14 embaixadas assim que tomar posse, em 7 de agosto. O dinheiro economizado, segundo ele, irá para a segurança.
O anúncio foi feito nas redes sociais na noite de domingo (26). O ultradireitista, de 47 anos, foi eleito em junho ao derrotar o esquerdista Iván Cepeda, candidato do presidente Gustavo Petro. O rompimento total atinge só dois países: De la Espriella disse que em seu governo “não haverá vínculo algum com tiranias”. Nos demais casos, o fechamento é tratado como corte de custos.
Quais sedes serão fechadas
Na “primeira etapa”, saem as embaixadas em Argélia, Azerbaijão, Barbados, Cuba, Etiópia, Ghana, Haiti, Hungria, Malásia, Nicarágua, República Tcheca, Romênia, Senegal e África do Sul, além de cerca de 15 consulados. De la Espriella também vai unificar as embaixadas na França e na Unesco, em Paris, e as da Itália e da FAO, em Roma.
Jerusalém e Palestina
Na direção oposta, o presidente eleito vai reabrir a embaixada em Israel, que funcionará em Jerusalém, e abrir uma nova embaixada na Nigéria. Ele também suspende a abertura da missão na Palestina, revertendo a política de Petro, que rompeu com Israel em 2024 pela ofensiva em Gaza.
Casa de Nariño e posse em Cali
De la Espriella disse ainda que não vai despachar da Casa de Nariño, que será transformada em museu público, e propõe reconhecer Barranquilla como capital alterna. A posse, que ele quer transferir para Cali, depende de votação no Congresso.
O anúncio vem dias depois de a Nicarágua iniciar uma reforma para impedir que a oposição volte a disputar eleições.
