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Centenas de conversas privadas com o Claude são vazadas na internet

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Larissa Reis

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O caso chamou a atenção após internautas identificarem centenas de chats indexados, alguns contendo informações pessoais (Unsplash)

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Conversas compartilhadas por usuários do chatbot de inteligência artificial Claude ficaram acessíveis em mecanismos de busca, como o Google, permitindo que qualquer pessoa encontrasse parte desses conteúdos por meio de pesquisas específicas. O caso chamou a atenção após internautas identificarem centenas de chats indexados, alguns contendo informações pessoais, profissionais e até dados relacionados ao ambiente de trabalho.

Os registros vieram à tona depois que usuários do Reddit descobriram que links de conversas compartilhadas no Claude estavam sendo exibidos em resultados de pesquisa. Entre os conteúdos encontrados havia pedidos de ajuda para elaboração de currículos, com nomes e contatos dos usuários, além de discussões envolvendo projetos corporativos, pesquisas na área da saúde e outros temas potencialmente sensíveis.

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Embora o Claude ofereça uma ferramenta para compartilhar conversas por meio de um link, a Anthropic, empresa responsável pelo chatbot, afirmou que o recurso depende da ação do próprio usuário. Segundo a companhia, apenas quem escolhe compartilhar um chat torna aquele conteúdo público, e páginas públicas podem ser indexadas por mecanismos de busca.

A empresa também explicou que os links não eram facilmente previsíveis e que a indexação foi interrompida após a identificação do problema. Com isso, as conversas deixaram de aparecer nos resultados de pesquisa, embora parte delas já tivesse sido arquivada ou reproduzida em outros sites.

A mensagem exibida pelo Claude ao compartilhar uma conversa informa que qualquer pessoa com o link poderá visualizar o conteúdo, mas não deixa claro que ele pode ser encontrado em buscadores caso seja indexado.

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Já o Google afirmou que não decide quais páginas ficam públicas na internet. Segundo a empresa, cabe aos responsáveis pelos sites definir se determinado conteúdo pode ser rastreado e indexado pelos buscadores, por meio de ferramentas específicas de controle.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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