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Fiemg: corte da Selic para 14% é positivo, mas juros seguem elevados para impulsionar a indústria

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Rede 98

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(Foto: Divulgação)

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A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) considera positiva a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa Selic para 14,00% ao ano. No entanto, a entidade avalia que o corte ainda é insuficiente para mitigar os impactos prolongados dos juros elevados sobre a atividade produtiva, os investimentos e a geração de empregos.

Para a Fiemg, a manutenção da taxa básica de juros em patamar elevado continua restringindo o acesso ao crédito, desestimulando novos investimentos e comprometendo a competitividade da indústria brasileira. “A estabilidade de preços é indispensável para o crescimento sustentável da economia. O processo precisa ocorrer com menor custo para a produção, os investimentos e o emprego, o que exige maior coordenação entre as políticas monetária e fiscal”, afirma economista-chefe da Fiemg, João Gabriel Pio.

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Segundo a Federação, a decisão do Copom reflete um cenário em que ainda persistem pressões inflacionárias, sobretudo no setor de serviços, além de um mercado de trabalho aquecido e incertezas em relação ao quadro fiscal.

Na avaliação da entidade, o caráter expansionista da política fiscal e a ampliação de programas de crédito subsidiado, quando não acompanhados de um compromisso com o equilíbrio das contas públicas, reduzem a eficácia da política monetária e tornam o processo de controle da inflação mais custoso para a economia.

“Um ciclo mais consistente de queda dos juros depende de um ambiente macroeconômico mais equilibrado, com responsabilidade fiscal, previsibilidade e maior efetividade da política monetária. Esse conjunto de fatores amplia a confiança, favorece o investimento produtivo e fortalece a competitividade da indústria”, destaca o economista.

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A Fiemg reforça que a indústria precisa de um ambiente econômico estável, com inflação sob controle, juros em trajetória sustentável de redução e condições favoráveis ao investimento. Para a entidade, esse é o caminho para estimular a expansão da capacidade produtiva, elevar a produtividade e promover um crescimento econômico mais robusto e duradouro.

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