A Prefeitura de Belo Horizonte reabriu, nesta sexta-feira (7/8), a tradicional Praça do Papa após um período de obras e sucessivos adiamentos. Para marcar a entrega do cartão-postal, a administração municipal organizou um passeio turístico guiado por mirantes da capital. As intervenções iniciaram em fevereiro de 2024 com orçamento inicial de R$ 11,1 milhões e receberam aditivos contratuais que ultrapassaram R$ 12 milhões ao longo dos trabalhos.
Durante coletiva no local, o prefeito Álvaro Damião criticou a atuação de empresas que oferecem propostas com desconto excessivo em licitações para ganhar contratos e depois atrasam o cronograma pedindo aditivos. Ele afirmou que a prefeitura manterá pagamentos em dia, mas aplicará punições severas contra empreiteiras que descumprirem prazos e orçamentos.
“Comigo isso não vai acontecer. Nós vamos notificar, multar e depois expulsar essas empresas daqui. Quem quiser fazer uma obra em Belo Horizonte, seja muito bem-vindo, mas venha para cá para poder fazer e cumprir o prazo estabelecido.”
Chuvas intensas e exigências do patrimônio histórico
Além dos problemas contratuais com empreiteiras, o prefeito detalhou dois fatores centrais para a extensão do cronograma de obras. O primeiro elemento foi o alto volume de chuvas registrado na capital entre o fim de 2024 e o início do ano seguinte, período em que os trabalhos de campo precisaram ser paralisados temporariamente.
“Teve dois detalhes que pouco se falaram. Primeiro, as fortes chuvas. Nós tivemos seis meses de chuva aproximadamente, de outubro do ano passado até março ainda estava chovendo em Belo Horizonte. Só aí são seis meses de obra parada.”
O segundo motivo destacado foi a condição do espaço como patrimônio histórico e cultural de Belo Horizonte. Em razão do tombamento, as intervenções exigiram a fabricação de materiais específicos com os mesmos padrões arquitetônicos originais, o que exigiu maior rigor técnico e obediência estrita às normas de preservação.
“Isso aqui é um patrimônio histórico da cidade. Você tem que estar atinado para coisas que em outras praças não precisa, como o piso, que você precisa fazer na mesma fábrica que fez o original. Aqueles que regem o patrimônio histórico têm que ser rigorosos, e a prefeitura tem que respeitar e obedecer às regras impostas.”
