Mais de 313 mil clientes da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) ficaram sem energia por causa de pipas na rede elétrica durante o primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, a companhia registrou 1.260 ocorrências envolvendo pipas em contato com a rede. A Região Metropolitana de Belo Horizonte concentrou quase metade dos casos, com 604 ocorrências e cerca de 182 mil consumidores afetados.
Os números representam uma queda em relação ao mesmo período do ano passado. No primeiro semestre de 2025, foram 1.338 ocorrências em Minas Gerais, com aproximadamente 398 mil clientes atingidos.
Apesar da redução, a Cemig alerta que o período de ventos mais fortes favorece a prática de soltar pipas e pode aumentar o número de ocorrências.
Cerol e linha chilena aumentam os riscos
Segundo o engenheiro do Centro de Operações da Cemig, Jorge Magno, o contato das linhas com a rede elétrica pode provocar desde interrupções no fornecimento até acidentes graves.
“Quando a linha entra em contato com a fiação de energia, pode cortar os cabos, causar curtos-circuitos, desligamentos e até acidentes graves. Também é importante reforçar que o uso de cerol e linha chilena é proibido em Minas Gerais, além do risco para motociclistas, ciclistas e pedestres. Esses materiais podem danificar a rede elétrica, provocar interrupções de energia e aumentar o risco de acidentes”, afirma.
Em Minas Gerais, o uso e a comercialização de cerol e linha chilena são proibidos por lei. Em caso de reincidência, as multas podem ultrapassar R$ 289 mil.
A orientação da Cemig é que as pipas sejam empinadas apenas em locais abertos e afastados da rede elétrica. Caso uma delas fique presa em postes ou fios de energia, a recomendação é não tentar retirá-la e acionar a companhia pelos canais de atendimento.
