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10 anos depois, relembre o drama do ouro no Maracanã e veja o destino dos campeões

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Há exatos 10 anos, o Brasil conquistava o inédito ouro olímpico no futebol. Veja por onde andam os jogadores. | Foto: Reprodução/Ministério do Esporte

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O primeiro ouro olímpico do Brasil no futebol masculino aconteceu há exatos dez anos, no dia 20 de agosto de 2016, justamente nas Olimpíadas que ocorreram no Rio de Janeiro. O feito voltaria a se repetir na próxima edição dos Jogos Olímpicos, em Tóquio, na edição de 2020, que foi realizada em 2021 devido à pandemia. Mas, afinal, como foi a conquista e por onde andam os vencedores do inédito ouro olímpico de 2016?

Como foi a conquista?

Sob o comando do técnico Rogério Micale e com Neymar como capitão da Seleção Brasileira, a equipe estreou sob vaias e muita desconfiança após amargar dois empates sem gols contra África do Sul e Iraque, em Brasília. O fantasma de um novo vexame jogando em casa pairava sobre a equipe. Mas, enfim, a goleada por 4 a 0 sobre a Dinamarca no último jogo da fase de grupos virou a chave de vez e resgatou a confiança que faltava ao escrete canarinho.

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No mata-mata, o Brasil despachou a Colômbia nas quartas de final após vencer por 2 a 0 e atropelou Honduras na semi, com uma sonora goleada de 6 a 0, antes de chegar à grande decisão em um Maracanã lotado, num reencontro carregado de tensão contra a temida Alemanha. Após um empate em 1 a 1 no tempo normal, com direito a um golaço de falta de Neymar e o empate anotado por Max Meyer, o drama se estendeu para a disputa de pênaltis. Então, a estrela do goleiro Weverton brilhou ao defender a cobrança de Petersen, deixando nos pés do camisa 10 a responsabilidade de bater a penalidade que fez o Brasil comemorar o inédito ouro olímpico na modalidade.

Por onde andam os campeões?

  • Weverton: Atualmente no Grêmio, o goleiro de 38 anos defendia o Athletico Paranaense na época dos Jogos e pegou um dos pênaltis decisivos na disputa contra a Alemanha. Posteriormente, deixou o Furacão e foi para o Palmeiras, onde se consolidou como arqueiro titular e ídolo por oito temporadas, até que, no início deste ano, a equipe alviverde o liberou para assinar com o tricolor gaúcho.
  • Uilson: Goleiro reserva na conquista, era cotado como uma grande joia da base do Atlético. Aos 32 anos, já está aposentado, pois nunca conseguiu se firmar no futebol profissional. Permaneceu no Galo até 2019 e, em 2020, transferiu-se para o Coimbra, encerrando a carreira na mesma temporada. O ex-jogador ficou marcado por ter vendido sua medalha de campeão olímpico por R$ 170 mil.
  • Luan: Na época, o zagueiro defendia as cores do Vasco, mas logo se despediu do cruzmaltino para jogar pelo Palmeiras. Assim como Weverton, permaneceu por oito temporadas na equipe paulista, até deixar o Porco em 2024 para defender o Toluca, do México, clube onde atua até hoje.
  • Rodrigo Caio: Já aposentado dos gramados, o zagueiro pertencia ao São Paulo na época do torneio, mas fez história mesmo pelo Flamengo, sendo peça fundamental no time multicampeão de 2019 treinado por Jorge Jesus. No entanto, devido a diversos problemas físicos, foi perdendo espaço no rubro-negro. Em 2024, saiu para jogar pelo Grêmio, mas, novamente sem muitas chances por conta de suas condições físicas, decidiu se aposentar. Chegou a atuar como auxiliar técnico de Filipe Luís no Flamengo em 2025, mas pediu demissão após a saída do treinador no início da atual temporada.
  • Marquinhos: Hoje com 32 anos, o zagueiro é o capitão e a principal liderança da equipe do Paris Saint-Germain, atual bicampeã da Champions League. Além de seu sucesso no clube francês, foi o capitão da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026.
  • Douglas Santos: Titular da lateral-esquerda da Seleção Brasileira na Copa do Mundo deste ano, o jogador, revelado pelo Náutico e com destaque no Atlético, defende as cores do Zenit, da Rússia, desde 2019, após uma passagem pelo Hamburgo, da Alemanha.
  • Zeca: Atual lateral-esquerdo titular do Athletic, o jogador passou por diversos clubes relevantes no Brasil e no exterior desde a conquista do ouro olímpico. Começou a carreira no Santos e rodou por equipes das Séries A e B do Brasileirão, como Internacional e Coritiba, além de ter jogado pelo Houston Dynamo, dos Estados Unidos.
  • William: Considerado um grande talento da lateral-direita na base do Internacional, trocou o Colorado pelo Wolfsburg, da Alemanha. Após sofrer com graves lesões no joelho e passar por um empréstimo no Schalke 04, também da Alemanha, chegou ao Cruzeiro em 2023 como uma aposta. Tornou-se um dos grandes destaques da equipe celeste em suas primeiras temporadas, chegando até a vestir a camisa da Seleção Brasileira principal em 2024. O lateral segue defendendo a Raposa até hoje.
  • Rafinha Alcântara: Com passagens por gigantes como Inter de Milão, Barcelona e PSG, o meio-campista se aposentou em 2025 devido a uma grave lesão no joelho, quando defendia as cores do Al-Arabi, do Catar.
  • Rodrigo Dourado: Após se destacar pelo Internacional durante toda a sua passagem pelo futebol brasileiro, o volante deixou o Colorado em 2022 para jogar no Atlético San Luis, do México, onde foi peça importante da equipe. Atualmente, defende as cores do Juárez, também do futebol mexicano, por empréstimo.
  • Walace: Volante que brilhou com a camisa do Grêmio, deixou o futebol gaúcho para defender o Hamburgo e o Hannover 96, ambos da Alemanha. Seu maior destaque na Europa, contudo, foi pela Udinese, da Itália. Em 2024, o Cruzeiro buscou o jogador no futebol italiano, mas ele nunca desempenhou o esperado pela equipe mineira e, atualmente, está no Vitória por empréstimo.
  • Thiago Maia: Atualmente no Internacional, o volante foi revelado pela base do Santos, teve boa passagem pelo Lille, da França, e, mais recentemente, defendeu e empilhou taças com a camisa do Flamengo, antes de rumar ao futebol gaúcho.
  • Felipe Anderson: Importante na conquista do ouro, o meia construiu uma sólida e duradoura carreira na Europa, com destaque principal pela Lazio, da Itália, além de passagens por West Ham e Porto. Em 2024, retornou ao futebol brasileiro como a grande contratação do Palmeiras, clube no qual se firmou como protagonista e atua até os dias de hoje.
  • Neymar: O grande astro e capitão da inédita conquista olímpica. Após fazer história no Barcelona e se tornar a contratação mais cara da história no PSG, o camisa 10 rumou para o Al-Hilal, da Arábia Saudita, em 2023. Após enfrentar uma grave lesão no joelho que o tirou dos gramados por um longo período, recuperou-se para disputar a Copa do Mundo de 2026 e, aos 34 anos, realiza o seu aguardado retorno ao Santos, clube que o revelou.
  • Renato Augusto: Um dos três veteranos escolhidos para liderar a garotada em 2016. Fez muita história e tornou-se ídolo absoluto no Corinthians, mas deixou o clube paulista no fim de 2023 para defender o Fluminense. Após conviver com diversas limitações físicas em sua reta final de carreira no tricolor carioca, o genial meio-campista pendurou as chuteiras no início de 2026, aos 38 anos.
  • Gabriel Barbosa: O “Gabigol”, que era uma grande promessa do Santos na época dos Jogos, teve uma passagem frustrante pela Europa com as camisas da Inter de Milão e do Benfica. Retornou ao Brasil para se tornar um dos maiores ídolos da história do Flamengo, sendo o herói de títulos de Libertadores. Após o desgaste natural e o fim do seu longo ciclo no rubro-negro carioca, o atacante assinou com o Cruzeiro em 2025, equipe que defende atualmente.
  • Gabriel Jesus: Joia do Palmeiras durante as Olimpíadas, o atacante foi rapidamente vendido ao Manchester City, onde conquistou diversos títulos da Premier League sob o comando de Pep Guardiola. Em 2022, transferiu-se para o Arsenal em busca de mais protagonismo. Hoje, aos 29 anos, segue como uma peça fundamental no futebol inglês e um nome constante na Seleção Brasileira.
  • Luan: Um dos principais destaques técnicos do Brasil naquela Olimpíada, o atacante viveu seu auge absoluto em 2017, quando foi eleito o “Rei da América” na conquista da Libertadores pelo Grêmio. Depois disso, sua carreira entrou em um declínio vertiginoso. Teve uma passagem frustrante pelo Corinthians, acumulou transferências apagadas por Santos e Vitória, além de um retorno sem brilho ao próprio tricolor gaúcho. Atualmente, aos 33 anos, encontra-se sem clube e afastado da elite do futebol nacional.

*Estagiário sob supervisão do coordenador Leandro Cabido

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Rodrigo Samuel

Graduando em Jornalismo pela UFMG. Estagiário no Grupo Bel desde setembro de 2025.

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