A Polícia Civil de São Paulo enviou, nesta quarta-feira (26/8), os documentos da Operação Wi-Fi à Polícia Federal, em Brasília. A transferência do material atende a uma determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), para dar suporte a investigações em curso na corte.
Deflagrada em junho deste ano, a operação paulista apura suspeitas de fraude em um contrato de R$ 108 milhões anuais com a Prefeitura de São Paulo. Entre os investigados está o Instituto Conhecer Brasil (ICB), de propriedade da empresária Karina Gama. Ela também é sócia da produtora do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Os investigadores querem usar as provas da Polícia Civil para apurar o caso. O objetivo é saber se verbas de emendas parlamentares foram desviadas para financiar o filme. Os delegados enviaram a íntegra do inquérito, contendo depoimentos, relatórios contábeis e provas brutas.
Apurações no STF
Em pedido enviado ao STF, a Polícia Federal sustentou, então, que o instituto ocupa posição central nas apurações envolvendo a destinação de emendas. Para a corporação, o acesso aos materiais apreendidos nas sedes da ONG e em endereços ligados à empresária acelerará o andamento das diligências.
O compartilhamento abrange, assim, dados extraídos de computadores e celulares, além de notas fiscais, comprovantes de pagamento e registros financeiros. A equipe da PF analisará, portanto, tanto os dados brutos obtidos nas apreensões quanto os relatórios já finalizados pelos investigadores paulistas.
Ao deferir a solicitação, o ministro Flávio Dino destacou que a justificativa apresentada pela PF atende aos requisitos legais e está em conformidade com o entendimento consolidado do STF para a cooperação entre órgãos de segurança.
