O atacante Kaio Jorge pode receber um gancho pesado e ser punido com até nove jogos de suspensão pela entrada em Ruan Tressoldi no clássico entre Cruzeiro e Atlético, disputado na terça-feira (25/8), pelas oitavas de final da Copa do Brasil. O camisa 19 deve ser denunciado pela Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) com base nos artigos 250 e 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
O artigo 250, que trata de “ato desleal”, prevê suspensão de um a três jogos. Já o artigo 254, referente à “conduta violenta”, estabelece punição de um a seis partidas. Caso Kaio Jorge seja enquadrado nos dois dispositivos e receba a pena máxima em ambos, a suspensão pode chegar a nove jogos.
A eventual punição ainda dependerá da denúncia da Procuradoria e do julgamento no tribunal desportivo. Paralelamente, o Atlético vai consultar o departamento jurídico para avaliar a possibilidade de apresentar uma notícia de infração ao STJD, caso a Procuradoria não tome providências por conta própria.
Relembre o lance
A entrada de Kaio Jorge aconteceu logo no primeiro minuto do clássico e provocou a saída de Ruan Tressoldi. O zagueiro do Atlético deixou o Mineirão de ambulância após cair e bater a cabeça no chão, mas tranquilizou os torcedores posteriormente ao informar que estava bem.
Tressoldi também criticou o atacante do Cruzeiro nas redes sociais. “A diferença é simples: de um lado, quem compete na bola; do outro, quem procura vantagem na deslealdade. No fim, caráter também entra em campo – esse placar não mente. E o histórico desse mau caráter também”, escreveu.
Por causa do protocolo de concussão acionado após a pancada, Tressoldi é desfalque confirmado para o próximo compromisso do Atlético. O zagueiro ficará afastado das atividades do clube por cinco dias e, por isso, não estará à disposição do técnico Eduardo Domínguez para o duelo contra o Vitória, neste sábado (29/8), pelo Campeonato Brasileiro.
Revolta na diretoria atleticana
Após a partida, Paulo Bracks, vice-presidente de futebol do Atlético, classificou o lance como um ato de “maldade e deslealdade” e afirmou que, na avaliação do clube, não foi a primeira vez que Kaio Jorge se envolveu em uma jogada desse tipo. O dirigente também criticou a atuação da arbitragem e do VAR, que não recomendaram a revisão do lance, e destacou o risco de Tressoldi ter sofrido uma lesão mais grave.
“Não é nem a segunda. Então, para nós, foi maldoso, desleal, e a gente poderia estar aqui agora falando de uma lesão grave na cervical, na coluna, e graças a Deus isso não aconteceu. Então, para nós, houve uma falha da arbitragem, foi leniente, o VAR não ter chamado”, disse.
Bracks também afirmou que o Atlético pretende encaminhar o caso à Comissão de Arbitragem para solicitar uma análise da atuação da equipe responsável pelo jogo.
