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Desafio é grande, mas Brasil tem condições de fabricar produtos de alto valor, diz coordenador do CIT SENAI ITR

Por

Larissa Reis

Larissa Reis
  • 27/08/2026
  • 10:24

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terras raras
Durante entrevista à 98 News na Exposibram 2026, Pimenta destacou que o país pode desenvolver uma cadeia produtiva capaz de transformar os minerais em produtos de maior valor agregado

Durante entrevista à 98 News na Exposibram 2026, Pimenta destacou que o país pode desenvolver uma cadeia produtiva capaz de transformar os minerais em produtos de maior valor agregado

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Apesar dos desafios, o Brasil tem condições de avançar na industrialização das terras raras e deixar de concentrar sua atuação na exportação de matéria-prima. A avaliação é de André Pimenta, coordenador do Centro de Inovação e Tecnologia para Terras Raras (CIT Senai ITR), em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Durante entrevista à 98 News na Exposibram 2026, Pimenta destacou que o país pode desenvolver uma cadeia produtiva capaz de transformar os minerais em produtos de maior valor agregado. Segundo ele, apesar de o desafio ser grande, o cenário brasileiro permite uma perspectiva positiva.

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“Esse é um desafio extremamente grande para o Brasil, pensando em industrialização. Mas a meta é essa. E se a gente olhar para o cenário brasileiro, a resposta bem categórica é sim. É possível”, afirmou.

Um dos principais obstáculos está no domínio da cadeia de processamento. Atualmente, a China concentra grande parte das etapas necessárias para transformar terras raras em produtos utilizados pela indústria, incluindo a fabricação de ímãs permanentes.

Para Pimenta, o Brasil precisa desenvolver não apenas a extração dos minerais, mas também tecnologias e processos industriais que permitam agregar valor à produção dentro do próprio país.

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Industrialização pode levar até duas décadas

A construção de uma cadeia industrial competitiva, no entanto, não deve ocorrer rapidamente. De acordo com o coordenador do CIT Senai ITR, o processo pode levar entre 15 e 20 anos.

“Pensando em industrialização, a gente está falando aí de talvez uma década e meia a duas décadas”, explicou.

Já no campo do desenvolvimento tecnológico, o prazo pode ser menor. Pimenta estima que, em aproximadamente dez anos, o Brasil possa ter uma produção local capaz de demonstrar a viabilidade da fabricação de produtos a partir das terras raras.

A diferença está na complexidade de transformar uma tecnologia desenvolvida em laboratório ou em escala experimental em uma cadeia industrial capaz de produzir em grande volume e competir no mercado internacional.

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Cadeia precisa ir além da mineração

Outro ponto considerado fundamental é a criação de um ambiente industrial que envolva diferentes empresas. A produção de bens de maior valor agregado depende de uma cadeia que começa no processamento dos minerais e passa pelo desenvolvimento de tecnologias e pela fabricação dos produtos finais.

“Esse arranjo passa por todas as empresas que estão no início da cadeia, por todas as empresas que irão desenvolver todos os processos e são muitos processos”, afirmou Pimenta.

Ele também chama atenção para a necessidade de criar demanda para esses produtos dentro do Brasil. Na avaliação do especialista, convencer empresas a investir na produção nacional depende da existência de um mercado consumidor.

“Se a gente instala a indústria, eu tenho que garantir para aquele investidor que ele vai ter um consumo local aqui dentro do Brasil”, disse.

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Assim, o avanço das terras raras no país não depende somente da existência de reservas minerais. O desafio envolve criar tecnologia, atrair investimentos e estruturar uma cadeia industrial completa, capaz de transformar a matéria-prima brasileira em produtos de maior valor agregado.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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