A brasileira Amelie Voigt Trejes, de 20 anos, foi apontada pela Forbes como a bilionária mais jovem do mundo em 2026. O patrimônio estimado da jovem é de US$ 1,1 bilhão, cerca de R$ 6 bilhões na cotação atual, e sua fortuna está ligada à participação que possui na WEG, uma das maiores empresas industriais do Brasil.
Amelie é neta de Werner Ricardo Voigt, um dos três fundadores da WEG, empresa criada em 1961 em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina. O empresário morreu em 2016, mas deixou à família uma participação relevante na companhia, que se tornou uma multinacional com operações industriais em diversos países.
Fortuna veio da família
A riqueza de Amelie não foi construída por meio de uma empresa criada por ela. A jovem recebeu parte das ações da WEG que pertenciam à mãe, Cladis Voigt Trejes, e dividiu essa participação com os irmãos gêmeos, Pedro e Felipe Voigt Trejes.
Segundo a Forbes, Amelie possui aproximadamente 2% da WEG. A participação acionária é suficiente para colocá-la entre os maiores acionistas individuais da companhia e transformá-la em bilionária, mesmo sem exercer funções de comando na empresa.
Atualmente, Amelie não ocupa cargo no conselho de administração nem exerce função executiva na WEG. Os irmãos também estão entre os acionistas relevantes da companhia.
Empresa fundada pelo avô
A WEG foi criada por Werner Voigt em parceria com Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus. A empresa começou produzindo motores elétricos e, ao longo das décadas, ampliou sua atuação para equipamentos e soluções de automação, energia e indústria.
Hoje, a companhia é uma multinacional brasileira, com fábricas em mais de dez países e receita anual na casa dos US$ 7 bilhões, segundo a Forbes.
A WEG também está entre as empresas brasileiras com maior presença internacional: seus produtos são comercializados em dezenas de mercados e a companhia se tornou uma referência global na fabricação de motores elétricos e equipamentos industriais.
