Os ônibus suplementares de Belo Horizonte vão poder ser utilizados até 12 anos após a sua fabricação. O tempo de vida útil foi ampliado em cinco anos pela Prefeitura de Belo Horizonte. A medida foi comemorada pelos permissionários que prestam o serviço na capital mineira.
A nova regra determina algumas medidas que devem ser tomadas pelos donos dos veículos. Em ônibus com idade entre sete e nove anos, laudos de aprovação em inspeção de segurança veicular devem ser apresentados a cada semestre. Já em veículos de nove a 12 anos, a documentação deverá ser apresentada a cada três meses.
Atualmente, segundo o Consórcio Transporte Suplementar BH (Transuple), 60% da frota é composta por veículos 2019 e 2020. Diante disso, a entidade pediu a prorrogação da vida útil dos ônibus que circulam na capital. Segundo Jaesilaine Medina Rodrigues, a solicitação é para discutir um novo contrato a partir de 2028.
“Nosso contrato vence em 2028. Um veículo para o transporte suplementar hoje custa mais de R$ 600 mil. Então, é inviável que os permissionários façam a troca da frota neste momento de incerteza, porque nós não sabemos qual vai ser a modelagem do novo contrato. Não sabemos, até mesmo, se os permissionários permanecerão no sistema. Então, pra financiar um veículo hoje é impossível. A Sumob atendeu o pedido do Consórcio visando a continuidade da operação até o fim do contrato”, explicou.
Com a decisão, a vida útil dos suplementares se igualou a dos ônibus do transporte convencional. Um acordo feito em 2021 entre a prefeitura e os consórcios aumentou para 12 anos o prazo de uso dos coletivos da capital.
