Uma em cada nove internações por doenças crônicas no Brasil teve uma complicação adquirida dentro do próprio hospital. O dado é de um levantamento da Plataforma DRG Brasil, que analisou mais de 800 mil internações entre janeiro de 2021 e junho deste ano.
Em 4% dos casos, a condição adquirida foi classificada como grave. Nesse grupo, um em cada três pacientes morreu antes da alta: a mortalidade hospitalar foi de 33%, contra 5% entre os demais.
O que é uma complicação adquirida no hospital
É uma condição que o paciente não tinha ao dar entrada e que aparece durante a internação. Ela não faz parte do quadro que motivou a hospitalização e passa a exigir cuidado próprio.
Na prática, o paciente internado para tratar uma doença crônica sai do hospital com um problema a mais, ou não sai.
Quais doenças concentram as internações
As doenças cerebrovasculares, grupo que inclui o AVC, responderam por 25% das internações analisadas. É o maior bloco isolado do levantamento. Depois delas aparecem a insuficiência cardíaca e a angina.
Sete dias de internação e um terço no CTI
O levantamento também mediu o percurso do paciente dentro e depois do hospital:
- Duração média da internação: 7 dias
- Passagem pelo CTI: quase 1 em cada 3 pacientes
- Readmissão em até 30 dias, por recaída ou complicação: 2%
