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Ramon Moreira (DC) quer mandatos no STF, STJ e TCU para concursados e com 4 anos de duração

Por Larissa Reis Rede 98
17/09/2026 08:45 Atualizado há 26 minutos
ramon moreira
Entre as propostas apresentadas pelo candidato está a criação de mandatos de quatro anos para ministros do Supremo Tribunal Federal

O candidato ao Senado por Minas Gerais Ramon Moreira (DC) defendeu, em entrevista à 98 News, mudanças na composição dos tribunais superiores e dos Tribunais de Contas. Entre as propostas apresentadas pelo candidato está a criação de mandatos de quatro anos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça (STJ) e demais tribunais superiores, além de mudanças na forma de escolha dos integrantes.

Segundo Ramon, os ministros do STF poderiam ser reconduzidos uma vez, permanecendo por até oito anos no cargo. A indicação, na proposta apresentada por ele, seria feita a partir dos tribunais estaduais, por desembargadores com mais de 20 anos de atuação na magistratura.

“Minha proposta são quatro anos de mandato para ministros do STF, com a possibilidade de recondução ao cargo por mais quatro anos”, afirmou.

A mesma lógica, segundo o candidato, deveria ser aplicada aos demais tribunais superiores. Ramon também defendeu que os Tribunais de Contas deixem de ter integrantes escolhidos entre políticos e passem a ser ocupados por membros da magistratura de carreira.

“Os Tribunais de Contas são ocupados por políticos. O Tribunal de Contas da União também tem que ser preenchido por cargos de desembargadores de carreira”, disse.

Críticas ao atual modelo

Durante a entrevista, Ramon criticou a permanência de ministros dos tribunais superiores em cargos sem prazo determinado e defendeu uma alteração no modelo atual de escolha. Ele também mencionou o ex-senador Rodrigo Pacheco, atualmente ministro do Tribunal de Contas da União, como exemplo do que considera uma relação inadequada entre a política e os órgãos de controle.

O candidato também defendeu mudanças na atuação do Senado em relação ao STF. Para ele, o regimento interno da Casa deveria estabelecer prazo de 24 horas para que o presidente do Senado dê andamento a pedidos de impeachment de ministros da Corte.

Ramon afirmou ainda que o fato de senadores e deputados federais serem julgados pelo STF cria, na avaliação dele, um conflito de interesses. “Muitos deles estão lá, a gente usa uma expressão de ‘rabo preso’ junto ao STF”, declarou.

Segurança pública

Na área de segurança pública, Ramon se posicionou contra a PEC que amplia a participação da União na coordenação das políticas de segurança dos estados. Para o candidato, a gestão das polícias deve permanecer principalmente sob responsabilidade dos governos estaduais.

Ele defendeu, porém, mais investimentos e instrumentos para as polícias Civil e Militar, especialmente para melhorar a investigação e a elaboração dos inquéritos.

“O que nós precisamos é de melhorar a polícia investigativa, que é a Polícia Civil, e a Polícia Militar. Nós precisamos dotar essas polícias de mais instrumentos para facilitar a investigação”, afirmou.

Posição política

Ramon se definiu como de centro-direita e afirmou defender valores ligados à família, à ética, à moralidade e à liberdade religiosa. O candidato também falou sobre educação e disse ser favorável a programas de incentivo ao ensino religioso, mas afirmou que não pretende propor a inclusão de uma religião específica na grade curricular.

Na entrevista, ele também afirmou que pretende atuar pela renegociação da dívida de Minas Gerais com a União de maneira “técnica”, em conjunto com o governo estadual e os demais senadores.

Ramon Moreira é candidato ao Senado pelo Democracia Cristã. Antes de ingressar na política, atuou por mais de 20 anos como juiz e afirmou ter 42 anos de experiência na área jurídica.

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Larissa Reis
Larissa Reis
Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).