O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, usou as redes sociais para defender publicamente o procurador-geral da República, Paulo Gonet. O chefe da PGR teve o nome citado em mensagens apreendidas no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Gilmar afirmou que Gonet possui reputação ilibada e que teve a honra manchada de forma injusta. O decano apontou que o levantamento do sigilo expôs conversas que não retratavam nenhum tipo de ato ilícito.
“Paulo Gonet, Procurador-Geral da República, tem reputação ilibada e vida pública de lisura insuspeita. Mesmo assim, teve a honra injustamente manchada pelo levantamento do sigilo de conversas que nada de ilícito retratavam. E, naquele exato momento, o estrago à reputação já estava feito. Ninguém desfaz manchete com reparo tardio em plenário.”
Politização do Judiciário
O decano, portanto, direcionou duras críticas ao colega de Corte, ministro André Mendonça, relator do processo. Gilmar acusou o magistrado de realizar um vazamento seletivo com o objetivo de lucrar politicamente com o episódio.
Além disso, o ministro comparou a conduta de Mendonça às práticas adotadas pela Operação Lava Jato. Para o decano, a divulgação dos dados às vésperas do 7 de Setembro buscou inflar manifestações de rua e intimidar opositores.
“A intenção de lucrar politicamente com o episódio ficou escancarada quando o relator fez publicar vídeo nas redes sociais agradecendo o apoio popular.”
Por fim, Gilmar Mendes declarou que a atuação do relator se assemelha mais a um desejo de vingança do que à busca por justiça. O magistrado concluiu que o verdadeiro alvo das divulgações é o direito de defesa dos investigados.
