Romeu Zema (Novo) liberou políticos de seu partido e seus aliados a apoiarem o senador Flávio Bolsonaro (PL). Com os percentuais de intenção de votos cada vez menores na disputa pela Presidência da República, chegando a 1% nas pesquisas mais recentes, Zema já desmobiliza sua campanha. E como efeito da liberação, o governador Mateus Simões (PSD), deve tentar uma aproximação com Bolsonaro nos próximos dias, bem perto da eleição.
Mateus não conseguiu chegar aos dois dígitos nas pesquisas e, a nove dias da eleição, a avaliação da campanha é a de que a aproximação seria natural, uma vez que Mateus sempre demonstrou uma proximidade com a pauta bolsonarista. A justificativa é que a proximidade com Zema até agora se deu por uma admiração pessoal.
Mateus foi vice de Zema. Ele assumiu a chefia do Executivo após o candidato do Novo se desincompatibilizar para disputar a presidência. Apesar dos apelos de correligionários e do próprio Mateus para que Zema tentasse uma vaga ao Senado ou mesmo à Câmara dos Deputados, o ex-governador insistiu na candidatura.
Dentro do Novo há uma avaliação e uma mágoa de que ele teria priorizado seu projeto pessoal em detrimento do projeto do partido de aumentar a bancada para superar a cláusula de barreira. Em detrimento também da candidatura de Mateus. Com o desempenho ruim de Zema, Mateus não teve como usar seu principal apoiador e cabo eleitoral.