Uma força-tarefa do governo federal derrubou 506 sites com indícios de oferta irregular de apostas online após a publicação da medida provisória que proibiu as bets no Brasil. A operação é conduzida pelos Ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Fazenda.
A medida provisória foi publicada na última sexta-feira (25/9) e estabeleceu regras para interromper a oferta de apostas não autorizadas no país. O governo também ampliou o monitoramento de publicidade e de plataformas digitais utilizadas para divulgar as bets.
Anúncios continuam circulando nas redes
O Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça identificou publicidade de apostas em plataformas como Google, Meta e TikTok.
Os anúncios direcionavam usuários para novos cadastros e ofereciam bônus e incentivos financeiros. Entre as mensagens encontradas estavam ofertas de dinheiro grátis e recompensas para quem convidasse outras pessoas.
No Google, foram identificados cerca de 1,9 mil anúncios relacionados a bets. O governo informou que não foi possível determinar, em todos os casos, quais propagandas começaram depois da proibição e quais já estavam ativas anteriormente.
Telegram também é monitorado
A fiscalização identificou ainda 43 canais e grupos no Telegram usados para divulgar apostas e jogos de cassino online. Essas comunidades reúnem mais de 212 mil integrantes.
Entre as ofertas encontradas estão promessas de lucro mensal de 260%, além de supostos robôs para apostas e alegações de taxas de acerto próximas de 100%.
As informações foram encaminhadas aos órgãos responsáveis para análise da situação dos operadores e adoção das medidas cabíveis.
Governo promete manter fiscalização
Segundo o Ministério da Justiça, o monitoramento continuará para impedir que as plataformas proibidas migrem para novos domínios, aplicativos, redes sociais ou canais fechados.
O Ciberlab também pediu que as grandes empresas de tecnologia adotem medidas para identificar páginas que escondam a identidade dos anunciantes ou utilizem links mascarados para direcionar usuários a sites de apostas.
O governo afirma que a fiscalização busca impedir que a proibição das bets seja contornada por novos endereços e diferentes formas de divulgação no ambiente digital.
