O Mercado Central de Belo Horizonte vai investir R$ 2,5 milhões na modernização de sua infraestrutura elétrica. O projeto será viabilizado por meio de um financiamento do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e tem como objetivo ampliar a capacidade energética do espaço, que reúne 400 lojas e recebe aproximadamente 15 milhões de visitantes por ano.
A modernização prevê a substituição de toda a rede elétrica, incluindo os quadros elétricos e os transformadores por equipamentos mais potentes. Os últimos investimentos na rede elétrica do local foram realizados há 23 anos.
As intervenções estão previstas para começar no primeiro semestre de 2027 e fazem parte do planejamento para preparar o espaço para as próximas gerações de lojistas e visitantes. As melhorias também integram as ações para o centenário do Mercado Central, que será celebrado em 2029.
Ampliação da capacidade energética
Segundo o presidente do Mercado Central, Geraldo Campos, a expansão das atividades comerciais e a instalação de equipamentos para melhorar o conforto dos visitantes aumentaram a demanda por energia elétrica.
“Vamos dobrar a capacidade da subestação de energia localizada aqui. O Mercado cresceu muito. As lojas passaram a utilizar mais refrigeradores, pequenos aparelhos de ar-condicionado, e o próprio Mercado instalou 90 climatizadores de ar para dar mais conforto aos visitantes”, afirma Campos.
A atualização da infraestrutura também poderá abrir caminho para a instalação de um ponto de recarga para carros elétricos no futuro. Atualmente, segundo o presidente, a estrutura elétrica não comporta esse tipo de instalação. “Isso pode acontecer no futuro após a conclusão das mudanças”, completa Geraldo Campos.
Financiamento do BDMG
O investimento será realizado por meio de uma linha de crédito do BDMG voltada ao fortalecimento de empreendimentos do setor de Turismo em Minas Gerais.
O presidente do banco, Gabriel Viégas Neto, destaca que o financiamento busca apoiar um setor importante para a economia mineira, com impacto na geração de empregos e na valorização da cultura e da identidade do Estado.
“Essa operação com o Mercado demonstra o potencial de transformação de um crédito quando ele é acessível à realidade do negócio. Para o BDMG é um orgulho contribuir para o projeto de crescimento desse cartão-postal”, afirma Viégas Neto.
Desde 2023, o BDMG liberou R$ 250 milhões em financiamentos por meio da linha Fungetur, atendendo micro, pequenos e médios negócios do setor turístico em todas as regiões do Estado.
Para Geraldo Campos, as condições oferecidas pelo banco foram determinantes para viabilizar o projeto.
“Acessar o recurso nas condições que nos foi ofertado vai nos permitir manter um fluxo de caixa equilibrado e fazer esses investimentos”, afirma o presidente do Mercado Central.