O Instituto Inhotim venceu o Prêmio Aberje 2026 com seu primeiro relatório de sustentabilidade. O estudo reúne os indicadores ambientais, sociais e financeiros do museu em 2025. Além disso, o documento reforça as ações de governança corporativa no ano em que o espaço completa 20 anos. Portanto, o prêmio consagra o espaço como referência em gestão transparente em Minas Gerais.
“É um momento muito significativo e especial para o Inhotim, porque é a celebração de uma construção coletiva. Tivemos a oportunidade de reunir e visibilizar dados e iniciativas que fazem parte da essência do instituto, que já nasce atrelado à sigla ESG. O prêmio mostra que estamos no caminho certo”, destacou a diretora de governança, riscos e compliance do Instituto Inhotim, Patrícia Schmidt.
O relatório reflete o amadurecimento iniciado em 2022. Na época, o fundador formalizou a doação do acervo. Com isso, a instituição criou um corpo executivo e fortaleceu parcerias. Nesse sentido, os investimentos viabilizaram a expansão de projetos educativos e a democratização do acesso ao museu.
“Nos últimos anos, o Inhotim passou por um desenvolvimento institucional importante, com investimentos no fortalecimento da programação artística e na democratização de acesso. Chegamos em um momento de colher os frutos desse ciclo, o que torna a publicação do relatório muito oportuna no ano em que completamos duas décadas de existência”, apontou a diretora.
Impacto socioambiental em Brumadinho
O documento destaca a queda expressiva na emissão de carbono entre 2024 e 2025. Por isso, o Inhotim planeja alcançar a neutralidade de emissões até 2030. Dessa forma, a preservação da biodiversidade local atua como pilar fundamental para compensar o impacto ambiental das atividades.
“É um trabalho contínuo e temos a meta de neutralidade até 2030, aprimorando esforços na mensuração e em tecnologias de baixo carbono. Temos um ativo muito importante que é a conservação ambiental e a proteção da biodiversidade, gerando um impacto positivo para todo o território”, ressaltou a gestora.
O instituto também impulsiona a economia e a inclusão social em Brumadinho. Além disso, o local oferece gratuidade aos moradores da região e prioriza a mão de obra regional. Assim, o museu injetou R$ 14 milhões em fornecedores locais em 2025, fortalecendo a geração de renda na comunidade.
“O território é um dos pilares do nosso planejamento estratégico. Oferecemos o programa de gratuidade para moradores de Brumadinho e 80% da nossa mão de obra é composta por moradores da região. Em 2025, injetamos cerca de R$ 14 milhões em fornecedores locais, atuando como um vetor de desenvolvimento”, detalhou Patrícia Schmidt.
Governança e transparência internacional
A adoção de diretrizes internacionais marca a migração do Inhotim para padrões corporativos globais. Por conseguinte, o uso de indicadores padronizados eleva a transparência e serve de modelo para outras instituições culturais do país.
“Migrar para um relatório de sustentabilidade exige obedecer a padrões internacionais. Isso viabiliza a comparabilidade das informações entre diferentes instituições, sendo uma forma padronizada de demonstrar o impacto gerado e dar transparência à nossa gestão”, concluiu a especialista.
