O deputado estadual Sargento Rodrigues (PL-MG) afirmou que vai cobrar a recomposição das perdas inflacionárias dos servidores da segurança pública no próximo governo de Minas Gerais. Em entrevista ao programa Direto ao Ponto, da 98 News, nesta quarta-feira (21/10), o parlamentar também falou sobre a dívida do estado com a União e as articulações para a direção da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Reajuste da segurança pública segue na pauta de cobranças
Rodrigues criticou o atual governador de Minas Mateus Simões (PSD) pela condução da política salarial da categoria. Segundo o deputado, o governo Zema descumpriu um acordo firmado em 2019, que previa três parcelas de reajuste, de 13%, 12% e 12%. De acordo com ele, apenas a primeira foi paga.
O parlamentar também questionou a escolha de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para instituir a revisão geral anual dos salários. Para Rodrigues, um projeto de lei seria suficiente.
O deputado afirmou que o governador eleito, Cleitinho Azevedo (Republicanos), manteve o compromisso com a recomposição das perdas inflacionárias. Rodrigues também defendeu a incorporação de um abono de fardamento como alternativa para recuperar parte das perdas salariais.
Dívida de Minas: promessa de apoio de Flávio
Rodrigues afirmou que Flávio Bolsonaro reafirmou o compromisso de ajudar Minas Gerais a renegociar a dívida com a União. De acordo com o deputado, a declaração foi feita por videoconferência durante um encontro de lideranças políticas em Belo Horizonte.
O parlamentar defendeu o Propag, programa que prevê condições alternativas para o pagamento da dívida, e criticou vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para Rodrigues, as restrições fiscais dificultam, entre outros pontos, a contratação de profissionais para as forças de segurança.
PL quer espaço na cúpula da Assembleia
Rodrigues confirmou apoio à candidatura de Doorgal Andrada (Progressistas) à presidência da ALMG e defendeu espaço para o PL na Mesa Diretora e nas principais comissões da Casa.
Segundo ele, a bancada, com 21 deputados, deve ter participação proporcional ao seu tamanho. A definição de cargos, como a Primeira Secretaria e as vice-presidências, ainda depende de negociações entre os partidos.
O deputado também afirmou que pretende ajudar Cleitinho a articular a base governista na Assembleia, que, segundo sua estimativa, poderá reunir 58 parlamentares.
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