O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), defendeu a renegociação do Propag ao avaliar a situação financeira do Estado antes de assumir o cargo em janeiro de 2027. O futuro chefe do Executivo mineiro destacou que o projeto aprovado no Congresso funcionou como um “mal necessário” para aliviar as contas públicas em relação ao modelo anterior.
“O próprio governo federal tem muita obra para fazer dentro de Minas Gerais e o Lula vetou essa parte. A gente sabia naquele momento que o Propag era o mal necessário, mas não vejo problema nenhum em negociar novamente e tentar aliviar mais para Minas”, afirmou Cleitinho.
Além disso, o gestor criticou os vetos da União e defendeu que os valores pagos no refinanciamento sejam revertidos em obras de infraestrutura e saúde no próprio território estadual. Para o futuro governador, a falta de entrosamento político prejudicou o andamento de demandas históricas do Estado.
“Faltou um pouco de diálogo do governo atual com o governo federal. O governo estadual depende do governo federal e eu quero ter a oportunidade, seja quem for o presidente, de negociar a favor de Minas”, completou Cleitinho ao avaliar a condução das tratativas.
Diálogo com Brasília
O governador eleito destacou a importância de manter pontes abertas com o Palácio do Planalto a partir de 2027, independentemente de quem vencer as eleições presidenciais. Ele adiantou que pretende entrar em contato direto com o presidente eleito para viabilizar parcerias e recursos essenciais ao Estado.
Cleitinho reforçou que a maior fatia da arrecadação de Minas Gerais é repassada à União, tornando inviável uma administração estadual isolada de Brasília. Para ele, o alinhamento com o governo central é indispensável para garantir o andamento de obras e serviços básicos aos mineiros.
