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Romeu Zema acusa Lula de usar programas sociais para influenciar resultado das eleições

Por Igor Teixeira • Rede 98
27/10/2026 14:25 Atualizado há 1 hora
(Foto: 98News)

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de utilizar programas sociais e medidas econômicas durante o segundo turno das eleições presidenciais para favorecer sua reeleição. Em entrevista ao programa Direto ao Ponto, da 98 News, nesta terça-feira (27/10), Zema questionou o aumento do Bolsa Família e propostas de renegociação de dívidas de microempreendedores individuais (MEIs) durante a campanha.

As declarações ocorreram após o ex-governador classificar, nas redes sociais, a disputa presidencial de 2026 como a eleição mais alarmista e mentirosa que já acompanhou. Ao justificar a avaliação, Zema afirmou que houve tratamento desigual na aplicação da legislação eleitoral.

“O que o presidente Lula fez há 20 dias? Em plena campanha do segundo turno, ele aumenta o valor do Bolsa Família. Está errado. Por que não fez isso seis meses atrás ou não estava fazendo isso agora que ganhou a eleição?”, questionou.

O ex-governador argumentou que medidas de ampliação de benefícios sociais deveriam respeitar as restrições previstas na legislação eleitoral. Segundo ele, a proximidade entre os anúncios e a votação levanta questionamentos sobre a finalidade das iniciativas.

“Na véspera de um pleito eleitoral, alguém fazendo benesses, quer perdoar as dívidas de quem tem MEI, o microempreendedor individual. Por que não fez isso antes de 4 de abril, que é seis meses antes? Por que não fez isso antes de 4 de abril ou depois, agora, do segundo turno?”, afirmou.

As declarações representam a avaliação de Zema sobre as medidas do governo federal. A entrevista não apresentou uma decisão da Justiça Eleitoral que reconheça irregularidades nas iniciativas citadas.

Zema compara eleição de Lula com sua reeleição em Minas

Durante a entrevista, Zema comparou a campanha presidencial de 2026 com sua própria experiência nas eleições estaduais de 2022, quando foi reeleito governador de Minas Gerais no primeiro turno.

O ex-governador afirmou que exigiu de seus auxiliares o cumprimento das restrições eleitorais relacionadas à manutenção e à alteração de programas sociais.

“Todos que trabalhavam comigo sabem perfeitamente dos cuidados, das precauções que eu e toda a minha equipe tomamos para cumprir a legislação eleitoral”, declarou.

Zema afirmou que, durante sua campanha de reeleição, manteve os programas assistenciais existentes sem promover alterações que, em sua interpretação, poderiam contrariar a legislação.

“Eu cumpri e fui reeleito em primeiro turno com 56% dos votos e exigi de toda a minha equipe que cumprisse a legislação. Para mim, lei é para ser obedecida”, disse.

Ex-governador critica aplicação da legislação eleitoral

Zema também acusou as instituições de adotarem critérios diferentes na fiscalização das campanhas eleitorais.

Segundo ele, determinadas medidas seriam toleradas quando adotadas por integrantes do governo federal, enquanto outros agentes políticos enfrentariam maior rigor.

“Para os amigos dos intocáveis, tudo pode ser feito. Para quem está do outro lado, você fica de pés e mãos amarrados”, afirmou.

O ex-governador concluiu que considera injusta a forma como as regras foram aplicadas durante a disputa presidencial.

“Alguns podem fazer tudo e, para outros, cabe todo o rigor da lei”, declarou.

As críticas foram feitas dois dias após Lula vencer Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno e garantir um quarto mandato na Presidência da República.

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Igor Teixeira
Igor Teixeira
Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.