A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) manifestou forte preocupação com o encerramento da produção de aço na unidade da Gerdau em Divinópolis, no Centro-Oeste mineiro. Anunciada nesta terça-feira (3/11), a decisão provoca impactos diretos na economia local e reforçou os alertas da entidade sobre a perda de competitividade do setor produtivo no país.
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Divinópolis e Região, a empresa já realizou a demissão de 280 trabalhadores. A fábrica contava com cerca de 600 funcionários antes do encerramento das operações, sendo que outros 120 colaboradores receberam propostas de transferência para unidades da metalúrgica em outros municípios.
A Prefeitura de Divinópolis projeta que a paralisação das atividades afetará diretamente cerca de mil pessoas, somando trabalhadores próprios e terceirizados. O volume de postos fechados equivale a aproximadamente 7,4% de todo o emprego industrial registrado no município.
Diante do cenário de demissões, a FIEMG classificou a situação como um alerta estrutural e defendeu a urgência de uma política industrial nacional de longo prazo. A entidade destacou a necessidade de medidas que reduzam custos de produção, promovam segurança jurídica e protejam as cadeias produtivas brasileiras.
Nota da FIEMG após fechamento da Gerdau em Divinópolis
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) manifesta preocupação com a notícia do fechamento da unidade da Gerdau em Divinópolis, no Centro-Oeste mineiro, e com os impactos da decisão sobre os trabalhadores, suas famílias e a economia da região.
A paralisação das atividades de uma indústria de grande porte, com a consequente perda de postos de trabalho, não pode ser tratada como um episódio isolado. A situação exige uma reflexão mais ampla sobre as condições de competitividade da indústria brasileira e os desafios enfrentados pelo setor produtivo.
O atual ambiente econômico, marcado por dificuldades que comprometem a capacidade de produção, investimento e geração de empregos, reforça a necessidade de medidas estruturantes para fortalecer a indústria nacional. O Brasil precisa de uma política industrial consistente, de longo prazo, que assegure condições adequadas de competitividade, estimule investimentos, valorize a produção nacional e proteja a capacidade produtiva do país.
A FIEMG defende a adoção de medidas que enfrentem os entraves estruturais à atividade industrial, promovam maior segurança jurídica, reduzam os custos de produção e ampliem o acesso aos mercados nacionais e internacionais. É fundamental que o poder público reconheça o papel estratégico da indústria na geração de empregos de qualidade, no desenvolvimento tecnológico e no crescimento sustentável da economia.
O fechamento de uma unidade industrial representa não apenas a perda de empregos, mas também um alerta sobre a importância de preservar e fortalecer as cadeias produtivas brasileiras. A FIEMG reafirma seu compromisso com a defesa da indústria mineira e nacional e destaca que o desenvolvimento econômico do Brasil depende de um setor industrial forte, competitivo e capaz de continuar gerando oportunidades para a população.
