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A mudança foi trocar parte do crédito direcionado por mais espaço para o crédito livre, sem distorções de preços de mercado (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A mudança foi trocar parte do crédito direcionado por mais espaço para o crédito livre, sem distorções de preços de mercado (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

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No Visão Macro de hoje, vamos falar sobre uma das reformas silenciosas mais importantes já realizadas no país.

Ela foi essencial para que o Brasil conseguisse, de forma correta e sem pressões inflacionárias, alcançar juros reais mais baixos de maneira consistente. Isso trouxe inúmeros benefícios, como o aumento do investimento e, principalmente, a possibilidade de um crescimento econômico sustentado e de maior qualidade.

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A mudança foi trocar parte do crédito direcionado por mais espaço para o crédito livre, sem distorções de preços de mercado. Na prática, isso reduziu o papel do BNDES como repassador de crédito subsidiado — antes via TJLP — e permitiu a adoção da Taxa de Longo Prazo (TLP), baseada nas taxas reais de mercado, extraídas dos títulos públicos.

Esse movimento trouxe duas consequências principais:

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Redução das distorções de preços — antes, o BNDES captava recursos do Tesouro a custo de mercado e emprestava a taxas menores, gerando subsídios bancados pela sociedade.

Fortalecimento do mercado de capitais — ao eliminar parte dos subsídios, abriu-se espaço para que empresas buscassem financiamento diretamente no mercado, aumentando a liquidez e reduzindo custos.

    O resultado foi significativo: os juros reais caíram para níveis próximos de 3%, quando a Selic nominal esteve em 6,5% e os títulos indexados ao IPCA (NTN-Bs) eram negociados nessa faixa. Juros mais baixos significam mais investimento, e essa foi uma força decisiva para dinamizar a economia.

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    Além disso, a reforma estimulou de forma concreta o desenvolvimento do mercado de capitais, ampliando o acesso ao crédito e reduzindo custos de forma estrutural. Foi um passo silencioso, mas crucial.

    O alerta é claro: não podemos retroceder. Reverter essas conquistas seria um risco sério para o equilíbrio macroeconômico e para o crescimento de longo prazo do país.

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    Gustavo Andrade

    Mestre em Economia pela UFMG (ênfase em microeconometria e finanças), com extensão pela London School of Economics. É docente em Economia e Finanças em faculdades renomadas, além de ter atuado ativamente como gestor e estrategista de portfólios desde 2013. Atualmente, além da docência em magistério superior, também atua como gestor de risco da Virtus Nexus Asset Management.

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