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Pesquisa da UFMG investiga influência da criação dos filhos em casos de bruxismo infantil

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O estudo foi desenvolvido pelo Programa de Pós-graduação em Odontologia Universidade Federal de Minas Gerais (Pixabay/Reprodução)

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Uma pesquisa realizada em Divinópolis, na região Central de Minas Gerais, avaliou como a forma que os pais criam os filhos influencia em casos de bruxismo em crianças. O estudo foi desenvolvido pelo Programa de Pós-graduação em Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O bruxismo é caracterizado pelo apertar ou ranger de dentes ou ainda por movimentos da mandíbula e pode afetar uma em cada quatro crianças brasileiras durante o sono. Entre as 301 crianças que participaram da pesquisa da UFMG, foram constatados percentuais de 31% de possível bruxismo do sono (ao dormir) e 16% de possível bruxismo em vigília (quando a pessoa está acordada).

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Uma das inovações da pesquisa foi investigar a relação do bruxismo com o estilo parental adotado pelas famílias dessas crianças. Foram avaliados três estilos parentais: democrático, caracterizado pelo equilíbrio entre controle e afeto, autoritário, quando o controle sobressai sobre o afeto, e permissivo, no qual o afeto sobressai sobre o controle.

“O núcleo familiar tem papel muito importante no desenvolvimento psicológico infantil. Nós observamos que crianças cujos pais são mais democráticos apresentam menor prevalência do bruxismo”, relata. “Isso pode estar relacionado ao fato de que pais mais democráticos estimulam a independência das crianças e seu desenvolvimento emocional”, avalia a odontopediatra Letícia Moreira, autora da tese.

Ela explica que o bruxismo costuma ser um mecanismo acionado na tentativa de aliviar pressões emocionais, como ansiedade e estresse. Assim, se a criança tem maior habilidade para lidar com as próprias emoções, possivelmente estará menos suscetível ao bruxismo.

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Personalidade

Também foram observados traços de personalidade das crianças, divididos entre psicoticismo, extroversão e o neuroticismo. O psicoticismo está ligado a características como impulsividade e criatividade. Já a extroversão está relacionada à sociabilidade e habilidade de comunicação. Por fim, o neuroticismo diz respeito à maior tendência de experimentar emoções negativas, como medo, timidez, ansiedade e estresse.

“Encontramos uma relação entre altos níveis de neuroticismo e maior frequência do bruxismo. E isso está em sintonia com estudos anteriores que também constataram essa associação”, observa. “Crianças que apresentam alto nível de neuroticismo têm dificuldade de lidar com pressões emocionais, como ansiedade e estresse. E isso pode fazer com que aliviem essas emoções por meio do bruxismo”, analisa a pesquisadora.

Para a realização da pesquisa, familiares e cuidadores das crianças observadas responderam a um questionário por meio de formulário eletrônico. Crianças que usavam anticonvulsivantes ou que apresentavam síndromes ou alterações neurológicas não foram incluídas no estudo.

Com UFMG

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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