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Lula diz que pode não sair acordo imediato de reunião com Trump na Malásia

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta sexta-feira (24/10) que não espera um acordo imediato com o presidente Donald Trump (Ricardo Stuckert/PR)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta sexta-feira (24/10) que não espera um acordo imediato com o presidente Donald Trump, na reunião que farão domingo (26/10), na Malásia.

O presidente afirmou que o encontro programado para o período da tarde de domingo em Kuala Lumpur precisará de uma sequência de negociação técnica e política, entre ministros do Brasil e secretários dos EUA.

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“Se eu não acreditasse que fosse possível fazer um acordo, eu não participaria da reunião. Se bem que o acordo certamente não será feito amanhã, ou depois de amanhã quando eu me reencontro com ele. O acordo será feito pelos negociadores”, disse Lula, em entrevista antes de decolar de Jacarta, na Indonésia, para Kuala Lumpur, capital malaia.

“Eu nunca participo de uma reunião que eu não acredito no sucesso da reunião. Eu só vou saber se ela é sucesso ou não se eu participar. Então eu vou participar da reunião na expectativa de que a gente tenha sucesso naquilo que o Brasil tem interesse “

Questionado pelo Estadão sobre o prazo que o Brasil considera razoável para um acerto, Lula afirmou que “quanto antes melhor”.

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“Se eu pudesse te dar uma resposta, eu te daria. Eu queria que fosse ontem, mas se for amanhã já está bom. Quanto mais rápido, melhor”, respondeu.

Lula foi questionado insistentemente sobre setores econômicos em pauta, como minerais críticos (entre eles as terras raras), mas não respondeu sobre que proposta fará aos EUA.

O petista afirmou que a reunião está sendo aguardada há algum tempo e que o Brasil sempre esteve disponível para conversar. Os negociadores do lado brasileiro são os ministros.

Lula disse que houve um “certo truncamento” nas negociações, mas que depois do telefonema entre eles as coisas caminharam. O petista diz querer reconstituir uma relação civilizada com os EUA.

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“Tenho todo interesse em ter essa reunião, tenho toda a disposição de defender os interesses do Brasil e mostrar que houve equívocos nas taxações ao Brasil e quero discutir um pouco as punições dadas a ministros brasileiros da Suprema Corte que não têm nenhuma explicação.”

Lula disse que fará uma reunião “sem frescura” com Trump, com objetividade e sinceridade. Ele citou como exemplos o preço da carne em alta nos EUA e a inflação sobre o café no mercado interno americano. O Brasil tem expectativa, nos bastidores, que esses produtos sejam retirados do tarifaço.

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