PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Guerra no Rio: quem governa o Brasil — o Estado ou o crime?

Siga no

(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Compartilhar matéria

O que aconteceu no Rio não é problema de polícia — é guerra. Facções armadas controlam territórios, financiam operações, usam tecnologia e violência como estratégia. Tratar isso como “segurança pública” é fingir que nada mudou.

O governo federal, liderado por Lula e sua base, escolhe minimizar a ameaça. Recusar reconhecer essas organizações como inimigas equiparáveis a grupos terroristas e, pior, sugerir que “traficante é vítima do usuário” é uma aberração política e moral. Essa posição protege criminosos e enfraquece quem precisa combater o crime no front: os estados, as polícias e, sobretudo, as vítimas.

Enquanto Lula e seus ministros privilegiarem discurso ideológico e desculpas, o crime avança. Política pública não se faz com simpatia por bandido nem com slogans: exige decisão, inteligência, coordenação e recursos. O governo federal dispõe de meios — Forças Armadas, inteligência, controle de fronteiras, rede fiscal — mas insiste em não usá-los com força e clareza. O resultado está aí: mais mortos, mais armas nas ruas, mais territórios sob domínio paralelo.

Além disso, o modelo fiscal concentra poder em Brasília. Estados no front recebem pouco e dependem de autorizações que nunca vêm a tempo. É absurdo esperar que um estado vença essa guerra com as mãos atadas. Sem repasse de recursos e sem autonomia operacional, a resposta será sempre insuficiente.

A verdade incômoda: enquanto o Planalto abraçar narrativas que relativizam o crime e tolher o apoio aos estados, o Brasil perde. Não haverá paz fingida nem política de boas intenções que resolva a ocupação de bairros por facções e quadrilhas. É preciso reconhecer o inimigo, declarar que o país enfrenta uma guerra urbana e agir como tal — não elogiar supostas “causas sociais” dos criminosos ou transferir culpa para usuários.

Lula e sua turma têm uma escolha: enfrentar o problema com coragem e recursos, ou manter a postura paternalista que hoje protege o crime e condena a população. Se persistirem com a neutralidade ideológica, a conta seguirá chegando em vidas. Quem não entrega segurança não merece dirigir o país.

Compartilhar matéria

Siga no

Antônio Claret Jr.

Advogado e colunista do programa 98 Talks

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Colunistas

Não é venda de escola. É tentativa de fazer a escola funcionar.

O Brasil desaprendeu a conviver com a discordância

Como ensinar honestidade quando a desonestidade virou paisagem?

Duplicar a estrada, furar o bloqueio do atraso

A crueldade fantasiada de compaixão

O Campeonato Mineiro 2026 foi comprado!

Últimas notícias

Pouso em segurança: cápsula Orion pousa no mar e encerra missão Artemis II ao redor da Lua

Bolsonaro tem episódio de soluço, fadiga e desequilíbrio, segundo boletim médico

Brasil fecha 2025 com mais de 1,3 milhão de trabalhadores domésticos

Atlético encara o Santos buscando manter sequência positiva no Brasileiro; saiba onde assistir

Domínguez voltará com time principal do Atlético contra o Santos; veja provável escalação

Minas lança programa que oferece emprego com carteira assinada a estudantes

Ibovespa bate recorde histórico e dólar cai a quase R$ 5; menor nível em quase dois anos

Atlético convida Ana Paula, do BBB, para conhecer a Arena MRV após fim do reality

Missão Artemis II retorna à Terra nesta sexta-feira (10); assista ao vivo