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Nikolas Ferreira chama Operação Contenção no Rio de ‘maior faxina’

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(Corpos são levados por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva /Agência Brasil)

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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu, durante sessão plenária nessa terça-feira (28/10), a megaoperação policial realizada nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A ação, que resultou em pelo menos 119 mortes e dezenas de prisões, é considerada uma das mais letais da história do estado.

Em discurso no plenário da Câmara dos Deputados, Nikolas classificou a ação como “a maior faxina da história do Rio de Janeiro”. O parlamentar afirmou que a operação representou “a vitória das forças de segurança contra o crime organizado” e criticou o que chamou de “vitimização de criminosos”.

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“Estão chamando de chacina o que foi uma operação legítima. Essa foi a maior faxina da história do Rio de Janeiro. A polícia fez o que precisava ser feito”, declarou o deputado.

A operação, realizada por forças estaduais e federais de segurança, teve como alvo facções criminosas que atuam nas comunidades da Penha e do Alemão. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Rio, foram apreendidas armas de grosso calibre, drogas e veículos roubados, além da prisão de dezenas de suspeitos.

A ação, no entanto, tem gerado forte repercussão nacional e internacional. Organizações de direitos humanos e parlamentares da oposição têm cobrado investigação independente sobre o número elevado de mortes e a proporcionalidade da força empregada.

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Nikolas Ferreira, por outro lado, afirmou que as críticas fazem parte de uma tentativa de “desmoralizar o trabalho policial”.

“É curioso ver gente defendendo bandido e atacando policial. Se a polícia não age, reclamam; se age, reclamam também”, completou.

O Ministério Público do Rio de Janeiro informou que instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias das mortes durante a operação. A Defensoria Pública também pediu informações oficiais sobre os confrontos e a identificação das vítimas.

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Maria Mussi

Graduanda em Jornalismo pela PUC Minas. Estagiária na 98 desde setembro de 2025.

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