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COP30 em Belém: entre o orgulho e o óbvio que ninguém quis admitir

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(Ricardo Stuckert / PR)

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Ninguém gosta de receber críticas, mas era algo esperado. A COP30 foi levada para uma cidade que ainda não tem estrutura para um evento desse porte. O resultado apareceu: houve falta de água e relatos de problemas básicos. O chanceler alemão afirmou que sua comitiva ficou contente ao ir embora de Belém, um sinal claro de que a experiência não foi boa.

O governo buscou valorizar a escolha da Amazônia. Lula chegou a dizer que Belém é melhor que Berlim e provocou o chanceler, afirmando que ele deveria ter ido a um boteco para entender a cidade. O discurso tenta reforçar orgulho regional, mas não resolve os problemas práticos que surgiram.

Falhas como transporte limitado, rede hoteleira insuficiente, pressão sobre serviços essenciais e dificuldades operacionais afetaram a imagem do país. Eventos de alcance mundial exigem aeroportos preparados, hospedagem adequada, abastecimento regular, segurança organizada e comunicação eficiente. Quando isso não funciona, o impacto político é grande.

Podemos escolher ficar apenas ofendidos com as críticas ou aprender com elas. Para sediar encontros desse tamanho, precisamos garantir que a cidade esteja pronta ou optar por locais com capacidade comprovada. Isso vale não só para Belém, mas para qualquer região do Brasil.

Se queremos que o país tenha peso em discussões internacionais, precisamos investir em infraestrutura. Não basta ter um cenário simbólico: é necessário que tudo funcione. A lição é simples: grandes eventos precisam de cidades preparadas. E preparar significa planejar, executar e entregar condições reais para quem chega.

As críticas incomodam, mas eram previsíveis. O caminho agora é transformar esse incômodo em ação.

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Antônio Claret Jr.

Advogado e colunista do programa 98 Talks

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