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Conheça a prisão ‘infernal’ em Nova York onde estão detidos Maduro e outros famosos

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Presídio é conhecido por péssimas condições (Reprodução/Federal Bureau of Prisions/USA)

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Depois de ser capturado por forças dos Estados Unidos, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a esposa dele, Cilia Flores, foram enviados para um presídio na cidade de Nova York. O ditador venezuelano é acusado pelos EUA de narcoterrorismo e outros crimes. O Metropolitan Detention Center (MDC), no Brooklyn, é conhecido pelas péssimas condições de funcionamento e por abrigar outros presos famosos.

Entre os nomes conhecidos que estão presos no MDC, está o rapper e produtor musical Sean Combs, conhecido como P. Diddy, acusado de tráfico sexual. Outro exemplo é Luigi Mangione, que aguarda julgamento pelo assassinato do CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson.

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Ghislaine Maxwell, ex-namorada de Jeffrey Epstein presa por participar do esquema de exploração sexual do financista, passou pelo MDC antes de ser transferida para outra unidade. Outro famoso que esteve preso no local é o cantor R. Kelly, condenado a 30 anos de prisão por pornografia infantil e extorsão. Ele foi transferido para a Carolina do Norte.

O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin é mais um nome conhecido que foi detido no MDC antes de começar a cumprir pena por corrupção. Também esteve por lá Samuel Bankman-Fried, apelidado de “rei das criptomoedas”, condenado por acusações de fraude e conspiração envolvendo as empresas FTX e Alameda Research.

Presídio é conhecido por péssimas condições

De acordo com o MDC, a unidade abriga 1.336 detentos. A população carcerária do local tem diminuído ao longo dos anos. Em 2024, o Departamento de Prisões dos EUA anunciou que suspenderia temporariamente o envio de detentos para o local.

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Naquele ano, diferentes juízes se recusaram a enviar presos para a unidade por causa das péssimas condições de funcionamento. Ao menos dois detentos haviam sido mortos no MDC. Na ocasião, o advogado de um dos mortos chamou a prisão de “inferno na terra”, por ter permitido uma morte que era evitável.

Um dos juízes que se recusou a enviar um condenado para a prisão afirmou em sua justificativa que as mortes recentes no local demonstravam “um ambiente de ilegalidade” e “uma má gestão inaceitável, repreensível e mortal”.

Em 2019, um apagão de energia na unidade durante o inverno durou uma semana. Nesse período, os presos ficaram em celas congelantes, sem aquecimento. Uma investigação do jornal The New York Times sobre o caso mostrou que aquele era apenas mais um episódio de negligência e brutalidade no MDC.

De acordo com a reportagem, a cadeia era uma das piores do sistema federal dos Estados Unidos. Ao longo dos anos, foram registrados diferentes casos de presos que foram espancados, estuprados ou mantidos sob condições desumanas.

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Um ex-funcionário do MDC disse ao jornal que a cadeira era uma “das mais problemáticas, senão a mais problemática, do sistema federal de prisões”.

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