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Cinzas de Preta Gil são transformadas em diamantes e joias serão distribuídas à família da artista

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A ideia é que cada um possa carregar a cantora “para sempre consigo” (foto: Reprodução/Redes Sociais)

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Quatro meses após a morte de Preta Gil, um dos últimos desejos da cantora começou a se concretizar. Parte das cinzas da artista, que morreu em julho, aos 50 anos, em decorrência de complicações de um câncer no intestino, foi transformada em diamantes de laboratório, que serão distribuídos entre familiares e amigos próximos.

A ideia de “virar diamante” foi da própria Preta ainda em vida. A família, então, decidiu atender ao pedido e encaminhou parte das cinzas a um laboratório especializado em São Paulo, responsável por extrair o carbono e preparar o material que, depois, seguiu para a Índia, onde ocorreu a etapa final da fabricação para virarem diamantes únicos.

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De acordo com reportagem exibida pelo Fantástico, o processo é longo e envolve tecnologia avançada. Primeiro, o carbono é isolado e purificado; em seguida, transformado em um material semelhante ao grafite, que é submetido a altíssimas temperaturas e pressão em máquinas que simulam o interior da Terra. O resultado são diamantes artificiais, lapidados e polidos manualmente antes de receberem certificação internacional e, enfim, serem montados em joias personalizadas.

No caso de Preta Gil, foram produzidos 12 diamantes, todos a partir de suas cinzas, e distribuídos a familiares diretos e amigos de longa data. A ideia é que cada um possa carregar a cantora “para sempre consigo”, seja em anéis, pingentes ou outras joias que ainda serão desenhadas. Alguns desses diamantes já foram exibidos nas redes sociais por amigos, que se emocionaram ao mostrar o brilho das pedras e relembrar a artista.

Além dos diamantes, as cinzas de Preta foram divididas em mais duas partes: uma permanece no Columbário do Crematório e Cemitério da Penitência, no Rio de Janeiro, ao lado de um busto da cantora; outra foi destinada à Bahia, terra afetiva da artista, para destinos simbólicos escolhidos pelos familiares.

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O procedimento, conhecido como “diamante memorial”, vem ganhando espaço entre famílias que buscam novas formas de homenagear entes queridos. Os valores variam de acordo com o tamanho, a cor e o design da joia, podendo chegar a cifras de centenas de milhares de reais em alguns casos.

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Carol Ferraris

Jornalista, pós graduada em produção de jornalismo digital pela PUC Minas. Produtora multimídia de entretenimento na Rádio 98, com passagens pelo Estado de Minas e TV Alterosa.

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