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Morre Preta Gil, cantora e filha de Gilberto Gil, aos 50 anos

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Cantora lutava contra câncer desde 2023 (Reprodução/Instagram)

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A cantora Preta Gil morreu neste domingo (20/7), aos 50 anos, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, após complicações na saúde em decorrência de um câncer. Ela lutava contra a doença desde janeiro de 2023, quando iniciou o tratamento e anunciou publicamente o diagnóstico.

Filha de Gilberto Gil e Sandra Gadelha, sobrinha de Caetano Veloso e afilhada de Gal Costa, Preta Gil dizia ter nascido em “berço esplêndido”. Hoje, ela é conhecida principalmente por seu trabalho enquanto cantora — é a voz por trás dos hits ‘Sinais de Fogo’ e ‘Vá se Benzer’.

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A artista teve apenas um filho: Francisco Gil, também conhecido como Fran, músico que completa o trio do grupo Gilsons. Nas redes sociais, diante da notícia, Preta recebe diversas homenagens. “Grande artista”, escreveu um fã no Twitter, antigo X. “Jamais será esquecida, obrigado por tanta música boa”, comentou outro.

Luta

Preta descobriu o câncer inicialmente colorretal no início de 2023, após passar mal em casa e ser encaminhada ao hospital. A quimioterapia começou imediatamente.

Em agosto daquele ano, a artista comunicou ao público que a doença havia se espalhado por quatro pontos — dois linfonodos na pelve, uma metástase no peritônio e um nódulo no uréter. A partir dali, ela viveu entre Brasil e Estados Unidos, onde tentava tratamento alternativo.

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Biografia

Antes de assumir o posto enquanto artista, Preta Gil trabalhou como publicitária e empresária. Era uma das sócias da Mynd, uma das maiores agências de marketing de influência em atuação no Brasil.

Sua estreia no mercado fonográfico ocorreu em 2003, com o disco ‘Prét-A-Porter’. Na época, aos 28 anos, enfrentou o moralismo da sociedade brasileira, que a repreendia por sua aparência, e por seu despudor em relação à bissexualidade e à liberdade feminina.

Foi ali, também, que Preta se envolveu com as lutas feminista e antirracista. A caminhada resultou em mais três álbuns autorais: ‘Preta’, de 2005, ‘Sou Como Sou’, de 2012, e ‘Todas as Cores’, de 2017. Além deles, a artista lançou dois discos ao vivo: ‘Noite Preta’, em 2010, e ‘Bloco da Preta’, em 2014.

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Thiago Cândido

Jornalista pela UFMG. Repórter na 98 desde 2025. Participou de reportagens vencedoras do Prêmio CDL/BH de Jornalismo 2024 e Prêmio Mercantil de Jornalismo 2025.

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