PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Excepcionalismo e justiça energética

Siga no

(Foto gerada por IA / ChatGPT)

Compartilhar matéria

Estamos ainda refletindo os resultados da COP 30, realizada em Belém, pelo governo brasileiro e pela ONU, evento realizado anualmente e que discute sob tema central a questão da transição energética, com pretendida diminuição/eliminação de fontes fósseis, fortemente emissoras de gases efeito estufa. Trata-se de um evento tormentoso que passou longe de atender as expectativas de centenas de nações participantes e mais de 42 congressistas.

“Excepcionalismo e Justiça Energética” é um ebook escrito por mim e pelo amigo e professor Décio Michaelis, que aborda as questões do excepcionalismo energético, da pobreza energética, da energia confiável, acessível e abundante, dos extremos climáticos e da justiça energética. Nele são apresentadas as oportunidades, as ameaças e macrotendências sob a ótica da defesa do interesse do consumidor brasileiro.

O título deste artigo refere-se à ideia de que o sistema energético de um país seria único e exigiria políticas diferenciadas, frequentemente usadas para justificar ações específicas na transição energética ou na busca por independência energética.

O Brasil se apresenta como protagonista da transição energética devido à sua matriz predominantemente renovável (cerca de 89% de eletricidade limpa), expansão de energia solar e eólica, incentivo a biocombustíveis e esforços para implementar o mercado de carbono. São numerosos os desafios relacionados às energias renováveis.

A pobreza energética é um problema multidimensional. Mesmo com programas como Luz para Todos, Tarifa Social e Eficiência Energética, o custo crescente da energia compromete a renda das famílias, aumenta a inadimplência e agrava desigualdades. Aumentos tarifários sucessivos são consequências de subsídios crescentes.

Energia confiável, acessível e abundante é essencial para a segurança nacional. O Sistema Interligado Nacional apresenta riscos crescentes pela alta presença de renováveis não despacháveis e pela crescente demanda tecnológica (IA, data centers) fortemente consumidoras. Igualmente a dependência brasileira de combustíveis, fertilizantes e insumos importados, fragiliza setores como o agronegócio.

O conceito de justiça energética — distribuição equitativa de benefícios e ônus, participação social e reconhecimento de grupos vulneráveis integra temas como justiça ambiental, social e espacial.

Injustiças globais, especialmente no contexto da transição energética e da exploração de minerais críticos, faz com que países em desenvolvimento sofram com padrões duplos e restrições impostas por nações desenvolvidas, o que limita sua soberania energética e seu desenvolvimento. A agenda ESG quando aplicada de forma desigual, reforça as dependências e desigualdades globais.

“Temos a energia para o bem-estar da humanidade. Energia abundante, segura, acessível e confiável. Energia que provém da inovação e da escolha. Este é o caminho para o crescimento econômico, para o avanço dos interesses dos nossos cidadãos e para a garantia da segurança econômica e nacional das nossas nações. Uma simples constatação de que o verdadeiro propósito da energia é melhorar a vida das pessoas. Transformar os sistemas energéticos se mostra uma tarefa extremamente difícil. A descarbonização provavelmente levará gerações. Somente o tempo e a inovação proporcionarão a energia de baixo carbono, acessível, confiável e segura que será amplamente adotada. ” (Chris Wright)

Este e-book é prefaciado pela competente professora Nádia Taconelli, Especialista em Energia e Meio Ambiente e pode ser baixado pelo link.

Compartilhar matéria

Siga no

Enio Fonseca

Engenheiro Florestal especialista em gestao socioambiental. CEO da Pack of Wolves Assessoria Socioambiental, Conselheiro do FMASE. Foi Superintendente do Ibama, Conselheiro do Copam e Superintendente de Gestão Ambiental da Cemig. Membro do IBRADES , ABDEM, ADIMIN, da ALAGRO E SUCESU

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de 98

Caso Lucas Ganem: o mandato sob suspeita e a vergonha da legislação eleitoral brasileira

Glifosato: A morte mora ao lado?

Paulo Leite: O palanque mineiro de Flávio Bolsonaro passa por Flávio Roscoe

Dia Mundial do Leite: comemorar, sim, mas sem fingir que está tudo bem

Kalil se encontra com presidente nacional do PT, mas diz: “Nada mudou”

Sábado: o dia em que até Deus pediu licença

Últimas notícias

Astro do beisebol escapa de tragédia ao não embarcar em avião que caiu no Caribe

Incêndio que destruiu 27 ônibus não terá impacto no subsídio nem na tarifa do transporte em BH, diz Setra

Ônibus de outros consórcios são mobilizados para reforçar operação após incêndio na garagem da Viação Anchieta

Israel cede a Trump e interrompe ataques no Irã, mas mantém ofensiva total no Líbano

Polícia Civil investiga incêndio que destruiu 27 ônibus em garagem de BH

Leader Shift 2026 começa nesta terça e reúne mais de 2 mil líderes em Belo Horizonte

New York Times coloca camisa da Seleção entre as mais bonitas da Copa do Mundo; veja ranking

FOTOS: Veja como ficou o novo Bar do Salomão, que reabre nesta sexta-feira em BH

Florentino Pérez é reeleito para 8º mandato no comando do Real Madrid