PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Setor textil pressiona governo por antidumping contra China

Siga no

(Divulgação / Freepik)

Compartilhar matéria

O governo federal avalia elevar tarifas sobre produtos à base de poliéster para conter a possível conduta desleal de preços dos chineses e proteger a indústria nacional. Mas, para a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) a situação exige uma resposta imediata: a aplicação do direito antidumping provisório sobre as malhas de poliéster importadas da China.

Segundo a entidade, uma investigação conduzida pelas autoridades brasileiras já comprovou a prática de dumping e seus efeitos, como a queda expressiva na produção, nas vendas e no nível de emprego. 

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O dumping ocorre quando um produto chega ao país por um preço baixo, muitas vezes até menor do que o custo de produção, derrubando os preços internos e tirando competitividade da indústria nacional. O antidumping é o mecanismo usado pelo governo para corrigir essa distorção.

Para o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, o antidumping é hoje a medida mais eficaz para enfrentar um cenário que já ameaça a sobrevivência dos fabricantes e de toda a cadeia da confecção.

“Quando o governo emite o dano provisório, é porque o dano normalmente é muito mais alto do que o dano efetivamente apurado. Entende que precisa fazer alguma coisa emergencialmente para que essa indústria não acabe até o fim da investigação”, ressalta o presidente.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Roscoe complementa que preços artificialmente baixos podem até criar, no curto prazo, a impressão de vantagem para o consumidor, mas geram perdas no longo prazo: “A China vende o mesmo produto para o resto do mundo por mais de 7 dólares, e para o Brasil está vendendo a dois. Depois que dizimar a produção local, vai subir o preço para 7,20. E aí a sociedade brasileira não vai pagar sete por um período curto; vai pagar sete para o resto da vida.”

A medida passou a ser avaliada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços após representantes do setor alertarem sobre a concorrência desleal no mercado brasileiro, já que o produto vindo da China está chegando ao Brasil por um preço abaixo do normal, até mesmo menor que o custo de produção local.

Uma reunião já marcada com o vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, no dia 18 de dezembro, deve analisar especificamente o caso das malhas de poliéster e discutir os próximos passos do governo para a possível aplicação do direito antidumping provisório.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Compartilhar matéria

Siga no

Julia Almeida

Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais. Produtora de Rádio e TV da 98 News (Rede 98), com passagem pela Assessoria de Imprensa da ArcelorMittal Brasil.

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de 98 News

Itaú vence leilão da folha de pagamento do Estado e pagará R$ 2,18 bilhões a Minas

Folha de pagamento do Estado é vendida por R$ 2,18 bi

Mais de 25 milhões de brasileiros usam bets ilegais e ministro diz que governo vai reter fundos

Golpe do chip: grupo suspeito de clonar linhas e esvaziar contas é alvo da Polícia Civil de Minas

UFMG fica entre as 600 melhores universidades do mundo em ranking internacional

TV argentina demite jornalistas após fake news sobre pai de Messi

Últimas notícias

Moraes vota contra, mas STF forma maioria para manter perdão a partidos por descumprimento de cotas

Marília evita agenda com Lula para não ouvir pressão por candidatura ao governo de Minas

Looks para a Copa 2026: coleções sem a camisa oficial

Canetas emagrecedoras em BH: o que muda entre elas e os preços na Araujo, Raia e Pacheco

Brasil x Haiti: em 2004, seleções entraram em campo para ‘Jogo da Paz’; relembre

Diretório do Novo em BH critica suspensão de convite a Romeu Zema em Santa Catarina

Lula exalta Marta e brinca com convocação de Neymar: ‘jogador home office’

Inteligência artificial muda educação e trabalho

Mercado reage a corte de juros do Copom