PUBLICIDADE
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Por que hoje é o ‘dia mais triste do ano’? entenda a Blue Monday

Siga no

A data simbólica e a realidade do esgotamento (foto: pixabay)

Compartilhar matéria

Hoje, segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, carrega um título mundial ingrato. Segundo a cultura pop e uma antiga equação matemática, hoje é a “Blue Monday”, considerada estatisticamente o dia mais triste do ano.

Se você acordou se sentindo ótimo, talvez ache o título exagerado. Se acordou cansado, talvez a data sirva de justificativa. O fato é que o conceito, criado originalmente por um psicólogo britânico, tentou identificar o dia exato em que a motivação global atinge o fundo do poço.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Mas por que hoje, especificamente? O conceito surgiu de uma fórmula matemática criada por Cliff Arnall, que tentou calcular o dia exato em que a melancolia atinge o pico. A equação, criada em 2005, leva em conta uma “tempestade perfeita” de 7 fatores que colidem exatamente hoje. A conta matemática cruza variáveis como:

  • O fator financeiro: A diferença cruel entre as dívidas acumuladas no Natal e a nossa capacidade real de pagá-las com o salário de janeiro;
  • O fator emocional: O tempo que passou desde a euforia das Festas somado à frustração de já ter quebrado as primeiras promessas de Ano Novo, como aquela dieta que durou apenas duas semanas;
  • O conflito de ação: O choque entre sentir que precisamos mudar de vida urgentemente e o baixo nível de motivação para sair do sofá.
  • O clima: Que, originalmente, refere-se ao frio do inverno europeu, mas por aqui se traduz no calor sufocante e nas chuvas que caem de surpresa.

O resultado dessa soma quase sempre cai na terceira segunda-feira de janeiro. Ou seja: hoje.

Em 2026, a tristeza virou esgotamento digital

Porém, especialistas em tendências apontam que, neste ano, a Blue Monday tem uma camada extra. Não estamos apenas “tristes” ou endividados; estamos esgotados digitalmente.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Relatórios de comportamento para 2026 mostram que a “era da performance”, com aquela obrigação de postar fotos felizes e corpos perfeitos no Instagram, cobrou seu preço. A fadiga algorítmica atingiu o limite. Ninguém aguenta mais a pressão de manter uma vida online impecável enquanto lida com a vida real offline.

Por isso, o “dia mais triste do ano” está sendo ressignificado. Ele deixou de ser uma data para se lamentar e virou um alerta para o “Slow Living” (vida lenta).

A resposta para hoje: JOMO e Desconexão

Se o mundo diz que hoje é um dia ruim, a tendência do JOMO (Joy of Missing Out – a alegria de ficar de fora) convida você a fazer o oposto. A melhor forma de combater a Blue Monday em 2026 não é comprando algo para se sentir melhor, mas desconectando.

O movimento de “Tech Abstinence” sugere três passos simples para sobreviver a esta segunda-feira:

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
  1. Silêncio: Evite redes sociais que te causem ansiedade hoje.
  2. Sono como prioridade: Trate sua noite de sono hoje como uma reunião inadiável.
  3. Vida real: Troque o desabafo no X/Twitter por um café com um colega de trabalho.

Se o desânimo bater, lembre-se: pode ser apenas a matemática da Blue Monday (ou o calor de 30 graus). Respire fundo, beba água e não se cobre tanto. Amanhã já é outro dia — e estatisticamente, mais feliz que hoje.

Compartilhar matéria

Siga no

Carol Ferraris

Jornalista, pós graduada em produção de jornalismo digital pela PUC Minas. Produtora multimídia de entretenimento na Rádio 98, com passagens pelo Estado de Minas e TV Alterosa.

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Notícias

Morre Raul Jungmann, ex-ministro e deputado federal, aos 73 anos

Ato pró-Bolsonaro reúne apoiadores em Brasília neste domingo (18)

Lula critica ações dos EUA na Venezuela e defende multilateralismo

Incêndios florestais no Chile deixam ao menos 15 mortos, e país decreta estado de catástrofe

União Europeia convoca reunião de emergência após ameaças de Trump

Trump anuncia tarifas à Europa e condiciona suspensão à compra da Groenlândia

Últimas notícias

Cruzeiro recusa proposta do futebol italiano por Kaiki

Até países ricos enfrentam falhas em serviços básicos

Brasileiro gasta em média R$ 325 por mês com saúde

Como pequenas decisões de hoje constroem o futuro

Carros elétricos ficam mais baratos e mudam o mercado

Por que ouvido e nariz também precisam de check-up

Segurança pública vira eixo central da economia em 2026

Ajuste de Milei muda a economia da Argentina

Por que o espaço para queda dos juros em 2026 encolheu