O planeta Terra foi atingido nesta terça-feira (20) por uma das tempestades solares mais intensas das últimas duas décadas. O fenômeno, classificado como uma tempestade de radiação severa, não apenas gerou alertas para sistemas de comunicação, mas também proporcionou um espetáculo raro: auroras boreais visíveis em latitudes incomuns da Europa, incluindo Portugal.
O que causou o fenômeno?
A atividade solar intensificada resultou em uma ejeção de massa coronal que, ao atingir o campo magnético da Terra, desencadeou uma tempestade geomagnética de alta magnitude. De acordo com centros de monitoramento meteorológico espacial, este é o evento mais forte registrado desde outubro de 2003.
Auroras boreais em Portugal e no resto da Europa
Diferente do habitual, onde as luzes do norte ficam restritas às regiões próximas ao Ártico, o impacto desta tempestade empurrou o fenômeno para o sul. Registros fotográficos e relatos de moradores confirmaram a presença de auroras em diversas localidades, como:
Portugal: Vila Real, Bragança, Viseu e Setúbal.

Reino Unido e Europa Central: Céus coloridos em tons de rosa e verde.

América do Norte: Visibilidade aumentada no Canadá e nos Estados Unidos.

Riscos e Impactos Tecnológicos
Embora o visual seja deslumbrante, cientistas alertam que tempestades solares desse nível trazem desafios técnicos significativos. A radiação severa pode interferir em:
Satélites e GPS: Possíveis falhas de precisão em sistemas de navegação.
Aviação: Alterações em rotas de voos polares para evitar exposição excessiva à radiação.
Redes Elétricas: Risco de sobrecarga em infraestruturas de energia.
Comunicação de Rádio: Blackouts temporários em frequências de rádio de ondas curtas.
“Este evento reforça a importância do monitoramento constante do Sol, permitindo que o mundo se prepare para proteger os sistemas essenciais que sustentam a vida moderna”, afirmam especialistas em clima espacial.
Previsão para as próximas horas
A tempestade ainda está em curso. Especialistas recomendam que entusiastas da astronomia e fotógrafos de regiões mais ao sul continuem atentos ao céu durante a noite, pois a atividade geomagnética pode apresentar novos picos de intensidade.