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Brasil lidera ranking mundial de mortes trans e travestis; Minas e Ceará são os estados com mais vítimas

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(foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

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O Brasil segue, pelo 18º ano consecutivo, em primeiro lugar no ranking de países que mais matam pessoas transexuais e travestis no mundo, registrando 80 assassinatos em 2025. No recorte nacional, Minas Gerais divide a liderança negativa com o Ceará, sendo os estados com o maior número de crimes registrados no período (oito casos cada). Segundo o dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), lançado nesta segunda-feira (26/1), a queda de 34% no total de mortes em relação a 2024 não retirou o país do topo da violência global.

O retrato da violência no Brasil

Apesar da redução nos números absolutos de mortes, a presidente da Antra, Bruna Benevides, alerta que a violência não diminuiu. O relatório aponta um aumento nas tentativas de homicídio, indicando que a brutalidade persiste, mas a letalidade oscilou.

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  • Perfil das vítimas: A maioria são travestis e mulheres trans, negras e pardas, com idade entre 18 e 35 anos.
  • Geografia: O Nordeste concentra a violência (38 mortes), seguido pelo Sudeste (17). Historicamente (2017-2025), São Paulo ainda é o estado que mais matou, mas em 2025 o foco mudou para MG e CE.
  • Causas: O dossiê cita subnotificação, racismo, descrédito nas forças de segurança e falta de políticas públicas específicas como motores dessa violência.

Dados gerais da população LGBT+

Reforçando o alerta da Antra, o Grupo Gay da Bahia (GGB) documentou 257 mortes violentas de pessoas LGBT+ em 2025 (incluindo gays, lésbicas e bissexuais). Embora haja uma redução de 11,7% comparado ao ano anterior, a estatística ainda representa uma morte violenta a cada 34 horas no país, mantendo o Brasil muito à frente de países como México e EUA em crimes de ódio.

Mutirão da visibilidade em BH

A Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) integrará o “Mutirão da Visibilidade” nesta quinta-feira (29/1), em Belo Horizonte. A ação, promovida pela Prefeitura em parceria com a Universidade Fumec e o Centro de Convivência Akasulo, visa oferecer acolhimento e suporte jurídico gratuito.

  • Onde: Centro de Referência LGBT (Rua Curitiba, 481, Centro).
  • Horário: Das 9h às 17h.
  • Serviços: Retificação de nome e gênero, orientações jurídicas, oportunidades de emprego e atividades de saúde e bem-estar.

*Com Agência Brasil

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Carol Ferraris

Jornalista, pós graduada em produção de jornalismo digital pela PUC Minas. Produtora multimídia de entretenimento na Rádio 98, com passagens pelo Estado de Minas e TV Alterosa.

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