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Lula reafirma apoio ao Panamá frente ao interesse dos EUA em retomar controle do canal

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O presidente dos EUA, Donald Trump, acusou o Panamá de cobrar taxas excessivas pelo trânsito de navios e levantou suspeitas sobre a presença asiática na região. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quarta-feira (28/01) a “neutralidade” do Canal do Panamá, posicionando-se contra as recentes pressões dos Estados Unidos sobre a região. Durante discurso no Fórum Econômico da América Latina e Caribe, na Cidade do Panamá, Lula afirmou que a integração de infraestrutura não deve ter viés ideológico. A fala contrapõe o presidente norte-americano, Donald Trump, que manifestou desejo de retomar o controle da passagem interoceânica.

Ao discursar para líderes regionais, o petista foi enfático na defesa da soberania local e destacou a importância de manter a via livre de interferências políticas. “A integração em infraestrutura não tem ideologia. Por isso o Brasil defende a neutralidade do Canal do Panamá, administrado de forma eficiente, segura e não-discriminatória há quase três décadas”, declarou o mandatário brasileiro.

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Em encontro anterior no Palácio do Planalto com o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, Lula já havia manifestado apoio integral à soberania do país sobre o canal. A reiteração no palco do Fórum Econômico sinaliza uma união das nações latino-americanas frente aos questionamentos de Washington.

O interesse estratégico dos EUA no Panamá

O republicano Donald Trump, por outro lado, acusou o Panamá de cobrar taxas excessivas pelo trânsito de navios e levantou suspeitas sobre a presença asiática na região, citando que dois portos próximos são administrados por uma empresa de Hong Kong. O presidente estadunidense classificou o canal como vital para os EUA e ameaçou exigir sua devolução caso “princípios morais e legais” não sejam seguidos.

Em resposta à Casa Branca, o governo panamenho defendeu a transparência de sua gestão. As autoridades locais afirmaram que as tarifas são calculadas tecnicamente para garantir a manutenção da estrutura que liga os oceanos Atlântico e Pacífico. O presidente José Raúl Mulino foi enfático ao negar qualquer influência externa indevida.

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O impasse reforça, portanto, a tensão sobre a soberania do território e a influência das novas diretrizes da política externa dos Estados Unidos. Mulino declarou que a independência do país “não é negociável” e que cada metro quadrado da área do canal continuará pertencendo ao Panamá.

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Gustavo Macedo

Jornalista graduado pela PUC Minas em atividade na Rede 98 desde 2023

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