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Sem repasses, Sofia Feldman acumula dívida milionária e alerta para crise no atendimento

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O Hospital Sofia Feldman promove até quinta-feira um bazar solidário com foco em roupas para gestantes, na unidade Carlos Prates, em Belo Horizonte. (Foto: Julia Almeida)

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Referência nacional em atenção materno-infantil e uma das maiores maternidades do país, o Hospital Sofia Feldman, em Belo Horizonte, está entre as instituições mais impactadas pela falta de repasses de verbas do município aos hospitais filantrópicos.

A situação já provoca efeitos internos e pode, a curto prazo, comprometer a assistência prestada à população. Segundo o hospital, a ausência de recursos levou ao atraso no pagamento dos trabalhadores em janeiro, e a instituição teme que o problema volte a se repetir no próximo mês.

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De acordo com a diretora-executiva do hospital, Tatiana Gomes, o Sofia Feldman já opera com um déficit mensal superior a R$ 2 milhões. Com o acúmulo dos atrasos, a dívida total chega a cerca de R$ 13 milhões, criando uma “bola de neve” no caixa da instituição.

“Se houver paralisação no atendimento ou de alguma área, a repercussão não será só para Belo Horizonte, mas também para o interior, já que boa parte dos atendimentos do Sofia Feldman é de cidades do entorno e de regiões mais distantes”, alerta Tatiana. A diretora ressalta ainda que, sem uma intervenção significativa até a próxima semana, haverá inevitavelmente um impacto direto na assistência.

No último 7 de janeiro, representantes dos hospitais filantrópicos se reuniram com a Prefeitura de Belo Horizonte e a Secretaria Municipal de Saúde para alinhar um cronograma de pagamentos. No entanto, segundo a direção da Santa Casa, o acordo não foi cumprido e, até o momento, nenhum calendário oficial de repasses foi apresentado.

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Procurado, o secretário de Gestão de Saúde do Ministério da Saúde, que esteve MG e nesta quarta-feira (28/01), afirmou que os repasses federais estão em dia e disse ter tomado conhecimento da situação apenas durante a visita à capital.

Além do Hospital Sofia Feldman, hospitais filantrópicos e Santas Casas de Belo Horizonte enfrentam uma grave crise financeira devido à falta de repasses do poder público. As unidades, que atendem exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), afirmam que estão sem receber recursos desde o ano passado, quando chegaram a alertar para risco de colapso no atendimento.

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Julia Almeida

Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais. Produtora de Rádio e TV da 98 News (Rede 98), com passagem pela Assessoria de Imprensa da ArcelorMittal Brasil.

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