A redução da velocidade dos radares ao longo da Via Expressa em Belo Horizonte completou seis meses em 17 de janeiro. A estratégia da prefeitura provocou críticas por parte dos motoristas. Porém, desde a entrada em vigor da nova regra, os acidentes tiveram queda de 5%. Mesmo assim, duas mortes foram registradas no trecho.
A velocidade máxima nas pistas centrais da Avenida Presidente Juscelino Kubitscheck, nome original da Via Expressa, passou de 80 para 60 quilômetros por hora, no trecho entre a Rua Coração Eucarístico de Jesus e a Avenida Teleférico, na divisa de Belo Horizonte com Contagem.
O objetivo da mudança, segundo a prefeitura, é tornar o trânsito mais seguro, com base na premissa de que velocidades menores reduzem a gravidade dos acidentes. E, o número de ocorrências reduziu após a entrada em vigor das regras. De janeiro a junho de 2025, foram 343 ocorrências, contra 324 do segundo semestre. Vale lembrar que a redução da velocidade entrou em vigor em 17 de junho.
No ano todo, foram duas mortes, que aconteceram em junho e setembro, além de 88 pessoas feridas. Em comparação a 2024, os acidentes tiveram aumento. Foram 310 ocorrências no primeiro semestre daquele ano e 318 no restante do ano. Foram 105 feridos e nenhuma morte registrada.
Redução de vítimas
Para a Prefeitura de Belo Horizonte a estratégia vem dando certo. Por meio de nota, o Executivo Municipal explicou que de junho a dezembro de 2024, foram registrados 76 acidentes com vítimas. Em 2025, no mesmo período, foram registrados 63, uma redução de 17,1%.
Diante disso, ressaltou que a redução da velocidade nas vias é fundamental para que, em eventuais acidentes, a severidade e as fatalidades sejam evitadas. Lembrando que é primordial que os motoristas façam a sua parte, respeitando as sinalizações implantadas e os limites de velocidades.
