Credenciais que autorizam ambulantes a trabalhar durante o Carnaval de Belo Horizonte estão sendo comercializadas de forma irregular nas redes sociais.
Com apenas alguns cliques, é possível encontrar anúncios no Marketplace do Facebook que oferecem o documento por valores que variam de R$ 50 a R$ 699, apesar de o credenciamento ser gratuito, pessoal e intransferível.
Em contato com a Rede 98, o presidente da Associação do Ambulantes de Belo Horizonte, Adjailson Severo, disse que condena veementemente a prática.
“Queremos que tudo seja investigado e os criminosos sejam identificados e presos. Nós não podemos aceitar essa criminalidade, prejudicando os demais trabalhadores que estão trabalhando legalmente. Isso e inaceitável vamos acompanhar as apurações dos órgãos competentes!”, disse ele.
A reportagem procurou a Belotur para saber quais medidas serão tomadas e aguarda um retorno. Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), a credencial é individual e intransferível, concedida exclusivamente aos ambulantes que realizaram o cadastro dentro do prazo estabelecido.
O documento garante o direito de circular apenas nos desfiles de Blocos de Rua, entre os dias 31 de janeiro e 22 de fevereiro, período oficial da folia na capital.
Para o Carnaval de Belo Horizonte 2026, a prefeitura autorizou a atuação de 11.528 ambulantes na comercialização de bebidas e adereços carnavalescos. O número representa um aumento de cerca de 12% em relação ao ano anterior, quando 10.287 trabalhadores foram credenciados.
O prazo para retirada das credenciais terminou no sábado (31/1). A venda ou o uso indevido do documento pode resultar em penalidades, incluindo a apreensão do material e impedimento de atuação durante o Carnaval.
