Após o empate em 2 a 2 com o Mirassol, nesta quarta-feira (11/2), Tite, técnico do Cruzeiro, alegou que o tropeço fora de casa ocorreu, principalmente, pelo desgaste físico apresentado pela equipe no segundo tempo. Ainda assim, afirmou que já previa a dificuldade da partida antes mesmo de a bola rolar e que havia alertado os jogadores.
“Jogar aqui com o Mirassol já é difícil em uma situação normal, e nós, vindo de uma sequência de jogos sem tempo hábil de recuperação, perdemos energia. Eu sabia e disse na palestra que faria as cinco substituições, porque era necessário. Todos nós sabíamos. O adversário acelerou o jogo. Mesmo assim, tivemos força para reagir; os atletas que entraram foram bem. Queríamos vencer. O empate não era o que gostaríamos.”
Tite estava acompanhado de Fábio Mahseredjian, preparador físico da Raposa, que também afirmou que a sequência recente de jogos prejudicou o desempenho físico da equipe. O Cruzeiro vem de quatro partidas consecutivas com o time titular, enquanto o Mirassol poupou a equipe principal no último fim de semana.
“Enfrentamos um Mirassol que não perdeu em casa no ano passado. É uma equipe forte e que descansou no fim de semana, não jogou. Tivemos um clássico contra o América, em campo pesado. Sabemos o desgaste de um clássico e estamos vindo de esforços consecutivos. Já sabíamos que haveria problemas hoje, devido ao acúmulo de métricas elevadas. Isso resultou em uma queda de performance física.”
Brasileiro x Mineiro
Ao comentar a interferência da sequência de jogos, Tite foi questionado sobre a prioridade do Cruzeiro na temporada, já que utilizou o time principal tanto no Campeonato Mineiro quanto no Brasileiro — algo que não vem sendo feito por diversas equipes. O treinador explicou que a necessidade por resultados determinou as escalações.
“Os resultados acabaram determinando essa sequência. Se tivéssemos tido melhores resultados no início, não estaríamos fazendo isso. A necessidade de resultados e a grandeza do Cruzeiro exigem que você esteja bem nos dois campeonatos. No início, optamos por preservar os atletas para a sequência. E nem sei se o termo correto é preservar. O resultado não vem, e a necessidade de que venha, pela grandeza do Cruzeiro, se faz presente”, respondeu.
Promessa de melhora
Por fim, Mahseredjian explicou que a quantidade de partidas até aqui tem dificultado a recuperação dos jogadores e voltou a afirmar que a necessidade por resultados impediu o clube de poupar os titulares. Mesmo assim, assumiu a responsabilidade pela melhora do desempenho e prometeu evolução não apenas física, mas geral.
“Nós nos apresentamos no dia 2, com o primeiro grupo, e no dia 5, com o segundo. Hoje é dia 10 de fevereiro. Em um mês, jogamos dez partidas. Não existe trabalho de preparação física que prepare uma equipe, em dez dias, para enfrentar um calendário anual. É claro que temos que dar uma resposta, suportar melhor o segundo tempo e ter fatores que nos sustentem mais. Não tenho dúvida disso, assumo a responsabilidade. Agora, precisamos passar por essa fase crítica.”
“Jogamos quinta e domingo, com menos de 72 horas de intervalo. O atleta não se recupera plenamente, não há como. Isso é fisiológico. Os resultados fizeram com que, infelizmente, tivéssemos que usar a equipe titular, porque, como disse o Tite, a grandeza do Cruzeiro exige. Precisamos pontuar e estamos trabalhando para isso. Nós enxergamos o futebol como um todo. Precisamos melhorar? Precisamos. Mas vamos conseguir. Eu afirmo isso: nós vamos conseguir.”
O Cruzeiro não terá muito tempo para se recuperar para o próximo compromisso, já que entra em campo no sábado (14/2), contra a URT, pela última rodada do Campeonato Mineiro. Depois, a Raposa terá mais de uma semana de descanso e só volta a campo no dia 25 de fevereiro, contra o Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro.
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