Um dos maiores pedidos da torcida atleticana à diretoria neste início de ano era a chegada de um primeiro volante, posição considerada uma das mais carentes do elenco do Galo. Agora, porém, o torcedor pode respirar aliviado: o primeiro volante, enfim, chegou.
O nome da vez é Tomás Pérez, meio-campista de 20 anos que estava no Porto. O jogador chegou a Belo Horizonte nesta quinta-feira (12/2) para realizar exames e assinar com o Atlético. Na chegada, foi questionado sobre a posição em que atua em campo. A resposta foi clara: primeiro volante, embora possa desempenhar outras funções.
“Sempre joguei de primeiro volante, mas posso fazer posições distintas. Não estou preso a essa posição. Onde a comissão técnica e a equipe precisarem, posso atuar tranquilamente. Primeiro, tenho que fazer os exames e resolver algumas questões. Espero que, o mais rápido possível, possa entrar em campo.”
Galo não via ‘pressa’
Apesar da pressão da torcida, internamente o Atlético não via urgência em contratar um primeiro volante. Em entrevista concedida na última terça-feira (10/2), Paulo Bracks, CSO do Galo, explicou a “demora” na busca por um jogador da posição e afirmou que a diretoria entendia que o elenco já contava com atletas capazes de exercer a função.
“Após a saída do Otávio, em consenso com a comissão técnica — da qual, inclusive, eu disse que me arrependi —, a gente não trouxe um jogador para a posição porque, no ano passado, até a chegada do Alexsander, a gente tinha o Alan Franco, o Fausto Vera e uma ‘criação’ do Cuca, o Rubens, jogando no meio-campo, exercendo a função nominada de primeiro volante. A gente tinha três. Com a saída do Rubens, buscamos no mercado um jogador para substituí-lo e trouxemos o Alexsander.”
“Eu não estou justificando que a gente não trouxe porque não conseguiu ou porque não quis. A gente tinha isso como meta no ano passado e tem isso como meta neste ano. Nós tínhamos três volantes que, ao longo da carreira inteira dos três, jogaram majoritariamente como primeiro volante.”
Ainda assim, Bracks afirmou que o Atlético reconhecia a necessidade e que contrataria um primeiro volante, o que foi concretizado com a chegada de Tomás Pérez.
