O ator norte-americano Tom Noonan, conhecido por interpretar vilões marcantes no cinema e na televisão, morreu no último sábado (14/2), aos 74 anos. A morte foi confirmada nesta quarta-feira (18/1) pelo cineasta Fred Dekker, em publicação nas redes sociais. A causa não foi divulgada.
“É com grande tristeza que compartilho o falecimento de Tom Noonan”, escreveu o diretor. Ele relembrou a parceria com o ator em “Deu a Louca nos Monstros”. “A performance inesquecível de Tom como Frankenstein é um dos destaques da minha modesta filmografia”, afirmou.
Segundo Dekker, apesar do desconforto com a maquiagem pesada do personagem, Noonan mantinha profissionalismo e elegância.
“No fim das contas, ele achava a maquiagem árdua e incômoda (gostava de arrancá-la assim que encerrávamos as filmagens e, certa noite, nem se deu ao trabalho de tirá-la; simplesmente foi para casa ainda com a prótese de Frankenstein). Mas, no geral, ele era um cavalheiro erudito. O mundo perdeu um grande talento”, escreveu.
Com quase dois metros de altura e presença imponente em cena, Noonan construiu uma carreira sólida dando vida a antagonistas memoráveis. Entre os papéis mais conhecidos estão o serial killer Francis Dolarhyde em “Caçador de Assassinos”, o líder do cartel Cain em “Robocop 2” e o Estripador em “O Último Grande Herói”.
Na televisão, acumulou participações em séries populares como “Arquivo X”, “Law & Order: Criminal Intent”, “Law & Order: Special Victims Unit”, “Tales from the Darkside” e “CSI: Crime Scene Investigation”.
Nos últimos anos, destacou-se na série “12 Monkeys”, na qual interpretou o Homem Pálido ao longo de 18 episódios. No cinema de animação, também emprestou a voz a personagens de “Anomalisa”, de Charlie Kaufman, indicado ao Oscar em 2016.
Com Agência Estado
