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Bancos esperam queda da Selic a partir de março

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Banco Central do Brasil | Foto: Divulgação/BC

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A maioria dos bancos brasileiros espera que o Banco Central inicie, em março, um ciclo de cortes na taxa básica de juros, com redução de 0,5 ponto percentual na Selic. A avaliação vem após a reunião de janeiro do Comitê de Política Monetária (Copom) e indica que a expectativa é do início de um ritmo de queda após a manutenção da taxa em janeiro.

Segundo a Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), pouco mais de 60% das instituições consultadas projetam que a Selic terminará 2026 abaixo de 12,25% ao ano, patamar inferior ao apontado atualmente pelo Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central. O levantamento ouviu 21 bancos entre os dias 3 e 9 de fevereiro.

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Crédito deve crescer, mas em ritmo menor

A pesquisa, realizada a cada 45 dias após a divulgação da ata do Copom, também revisou levemente para cima a projeção de crescimento da carteira de crédito total em 2026, de 8,2% para 8,4%. Apesar da alta, o movimento indica desaceleração em relação a 2025, quando a expansão ficou em 10,2%.

O avanço esperado é puxado principalmente pelo crédito direcionado, cuja estimativa passou de 9,4% para 9,6%. O destaque está nas operações voltadas às empresas, que tiveram a projeção elevada de 9,7% para 11,1%, impulsionadas por programas governamentais para micro, pequenas e médias empresas. Já o crédito direcionado às famílias recuou levemente, de 9,1% para 9,0%, refletindo menor dinamismo no crédito rural.

Na carteira livre, a expectativa permaneceu estável em 7,6%. O crédito para pessoas físicas subiu de 8,6% para 9,1%, beneficiado pela resiliência do mercado de trabalho e pela demanda por consumo. Em contrapartida, a projeção para pessoas jurídicas caiu de 6,2% para 5,6%.

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“A pesquisa mantém o viés de alta para as projeções do mercado de crédito, algo que temos observado desde o ano passado. Mesmo com uma Selic ainda elevada, o crédito deve sustentar um bom ritmo de expansão neste ano, embora com leve moderação”, afirma Rubens Sardenberg, diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da Febraban. Segundo ele, a revisão positiva está concentrada na carteira livre destinada às famílias e no crédito direcionado às empresas.

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