Com a estimativa de receber 5 milhões de foliões, de acordo com o Ministério do Turismo, Belo Horizonte deve a ter o terceiro maior carnaval de rua do país, ficando atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro, ultrapassando a expectativa para cidades como Salvador e Olinda. A folia, em BH, que já está oficialmente aberta desde o dia 4 de fevereiro, contará com enorme diversidade de blocos que agradam diferentes gostos, idades e perfis, deixando essa festa cada vez mais completa.
Para os foliões LGBT+ curtirem o carnaval em segurança, celebrando a vida de cada um, nós fizemos um apanhado com os principais blocos pensados e focados na diversidade. Confira:
Nascido em 2018, cortejando cerca de 10 milhões de foliões no carnaval de 2019, pulando para mais de 30 mil, em 2020. O bloco é fruto de um coletivo de mulheres lésbicas, bissexuais, não-bináries e sapatrans de BH, e tem mais de 100 pessoas na bateria e 50 na ala de dança. Tradicionalmente, o bloco ganha às ruas na terça-feira de Carnaval, pela manhã, com concentração na Avenida Augusto de Lima, esquina com Mato Grosso. No repertório, as artistas mulheres ganham destaque: Cassia Eller, Gal Costa, Maria Bethânia, Duda Beat, entre outras no repertório, que também passeia pelo axé, funk e pela sofrência.
Todo mundo já escutou aquele trecho da música da Beyoncé que fala “all the single ladies, all the single ladies”, né? E é em homenagem a essa música icônica que nasce o bloco Garotas Solteiras, em 2015, o maior bloco LGBT+ do Carnaval de BH, que em sua última edição reuniu mais de 300 mil pessoas na Avenida Brasil. O repertório formado por músicas pop de todas as gerações contagia o público. A cada edição uma diva pop é homenageada – em edições anteriores Beyoncé, Britney Spears, Pabllo Vittar, Lady Gaga e Elza Soares -, sendo a agraciada da vez a cantora Rihanna, que teve seu comeback anunciado para este ano.
Criado com o nome de Alô, Abacaxi, em 2017, o bloco tropicalista passa a ser chamado Abalô-caxi, em 2023, e aguarda mais de 60 mil pessoas, na Região Central de BH. A pauta LGBT+ e de dar voz para as minorias sempre foi a tônica do bloco, que desfila com cerca de 200 pessoas na bateria, e embala o público com muitos hits da MPB e da tropicália. Tradicionalmente, o cortejo ocorre na manhã de domingo de carnaval, a partir das 8h.
A @bsurda é uma festa bastante conhecida pelo público LGBT+, em BH, e também ganhou as ruas do carnaval da cidade. O @bsurda vai abrir os blocos LGBT+ da cidade, saindo no próximo domingo, dia 12 de fevereiro, na parte da tarde. A concentração do bloco será às 13h30, com saída às 15h, debaixo do viaduto Santa Tereza, passando pela Afonso Pena, com dispersão em frente à prefeitura, às 20h. O repertório é construído com bastante pop nacional e internacional.
05. Fecha A Santa
Enquanto o @bsurda abre o carnaval do público LGBT+, o Fecha A Santa marca o encerramento da folia, tradicionalmente nas quarta de cinzas. O bloco funciona como uma grande reunião e celebração, organizada pela Frente Autônoma LGBT e o coletivo Beijo no Seu Preconceito, que junta todo o pessoal do “Angola Janga”, “Abalô-caxi”, “Corte Devassa” e “Garotas Solteiras” para um grito coletivo contra a homofobia e a transfobia. O repertório inclui pop nacional e internacional, além dos hinos dos blocos ali reunidos.